vale a pena?
Em março de 1995, o Japão presenciou um evento muito marcante para o mundo do entretenimento virtual: a chegada de Chrono Trigger, no Super Famicon (console que no Ocidente é conhecido como SuperNES, SNES ou Super Nintendo).

Este RPG, lançado pela Squaresoft, colocava o jogador na pele de um herói cujo nome poderia ser modificado, mas que era, originalmente, chamado Crono. Crono vive no ano 1000 Depois de Cristo, e começa sua aventura cruzando com uma garota chamada Marle.

Sapão psicodélico A história trata de viagens no tempo, onde Marle, Crono e uma outra garota, Lucca, entram em portais interdimensionais que os permitem navegar livremente pelo espaço-tempo, indo ao futuro e ao passado diversas vezes durante a aventura.

Na primeira vez, um acidente leva Marle a passar por um desses portais, sendo que Crono e Lucca decidem segui-la com o objetivo de salvar a garota. Durante a aventura o jogador será introduzido, indiretamente, a diversas teorias quânticas, porém o que impressiona é a simplicidade como o título transmite tais informações, ensinando de maneira quase invisível.

Após descobrirem a possibilidade de modificar o futuro alterando o passado, o trio começa uma jornada através do tempo, percorrendo inúmeros momentos diferentes da história e vivendo aventuras verdadeiramente penetrantes.

Jogabilidade ágil e marcante


Há tempos que RPGs ao estilo de Chrono Trigger estão consagrados, há pelo menos 20 anos que jogos deste gênero são desenvolvidos de maneira muito similar, com leves mudanças. E muitas vezes tais mudanças não são lá tão agradáveis.
Combates incríveis

Mas não é o caso neste remake de Chrono Trigger. A adaptação do jogo para o Nintendo DS foi simplesmente perfeita. O resultado final é uma verdadeira obra de arte do portátil. Com um sistema de combate exemplar, o jogo deixa qualquer fã de RPGs clássicos com água na boca.

Aliando controles através dos botões e da stylus, o jogador pode escolher sua forma favorita de comandar o jogo. Como poucas vezes utiliza-se, durante toda a aventura, outros botões além dos direcionais e do A, a grande vantagem é a velocidade do combate.

Podendo optar tanto pelo sistema ativo quanto pelo passivo, que comportam-se da mesma maneira que no jogo original, o uso da stylus dá a Chrono Trigger uma velocidade muito maior, já que o jogador economiza tempo de seleção dos itens do menu.

O único ponto negativo é o menu Tech, que oferece uma certa dificuldade na seleção dos itens. Ainda assim, a dificuldade de seleção comporta-se como uma espécie de compensador do poder das opções ali disponíveis.

Gráficos aperfeiçoados, áudio nem tanto

Como todo bom remake, a versão de Chrono Trigger do Nintendo DS não modifica muito o visual da aventura original. Entretanto, levando em conta que o potencial gráfico do portátil de duas telas da Nintendo é muito maior que o do SNES, o visual está bem mais polido.

Por outro lado, como é de praxe no DS, o áudio deixa a desejar. Apesar de possuir efeitos interessantes, como as músicas são muito repetitivas e de baixa qualidade, o jogador acaba irritando-se após algum tempo jogando, e se vê obrigado a baixar o volume do jogo.

Diversão atemporal


Chrono Trigger realmente conseguiu uma façanha que poucos jogos na história dos videogames foram capazes de atingir (muitos deles no SNES, diga-se de passagem). O jogo entra para a seleção de raros títulos que se tornaram atemporais.

Daqui a 20, 30 anos, é provável que ainda sejam lançados remakes de Chrono Trigger da mesma forma que este do Nintendo DS, sem mudar quase nada. Outros nomes que fazem jus ao título são Street Fighter 2 Turbo, Rock and Roll Racing, Harvest Moon e diversos outros.

Menu bastante intuitivo Um encontro capaz de mudar suas vidas

Portanto, se você possui um DS e nunca teve a oportunidade de jogar Chrono Trigger no SNES, fica o alerta: aproveite e adquira o mais rápido possível este clássico para seu portátil! Se você jogou no Super Nintendo, aproveite a oportunidade e relembre o sucesso das aventuras de Crono e seus amigos.