Algumas inovações e o novato Apollo Justice em novo título da série Ace Attorney.
Apollo Justice: Ace Attorney é o mais novo elemento da conhecida série Ace Attorney, que coloca o jogador no papel de um advogado criminalista. Seguindo o legado de Phoenix Wright, personagem principal dos três primeiros jogos, está agora o promissor novato Apollo Justice. Porém, a troca do protagonista não foi o único acréscimo colocado pela Capcom.
A lei com um apoio “místico”
Embora seja novo e inexperiente, Apollo Justice conta com algumas cartas na manga para ajudá-lo a resolver os intrincados crimes de Ace Attorney. Similar à habilidade de Phoenix Wright (com sua estranha manipulação da psique humana), Apollo também possui um artifício especial que lhe permite perceber quando o acusado ou uma testemunha está mentindo.
Apollo é capaz de fazer uma espécie de leitura dos movimentos corporais de uma pessoa para registrar certos movimentos que, normalmente, vêm acompanhados de uma mentira. Quando o advogado nota que isto está acontecendo (como uma mulher que sempre coça o pescoço quando mente) os gráficos tornam-se por um breve momento preto-e-branco; pode-se apertar um botão chamado “perceive” (perceber) para que ele possa então tentar desmascarar o enganador.
As evidências em 3D estão de volta
Assim como aconteceu com o último caso do primeiro jogo da série, em Apollo Justice também se pode manipular materiais de evidência em 3D. Utilizando a stylus, pode-se manipular objetos de vários tipos e de várias formas possíveis, desde virar uma carta de baralho e checar o conteúdo de um pote até coletar impressões digitais.
Outra adição interessante é a possibilidade de re-criar a cena de um crime em cenários totalmente tridimensionais, onde se pode manipular objetos em tempo real. De início, o que se percebe é a bem conhecida perspectiva top-down. Porém, logo em seguida a câmera desce para dar ao jogador uma perspectiva 3D.
Gráficos, sons e alguma miscelânea
Mesmo encerrando um refinamento um pouco maior, os gráficos e sons de Apollo Justice seguem relativamente fiéis aos jogos anteriores. A mecânica de jogo ainda é baseada nas conhecidas imagens parcialmente animadas (que também continuam com um bom nível de detalhamento), seguindo o ritmo de uma modesta mistura de efeitos sonoros e músicas.
Embora tenha mantido a mesma interface dos jogos anteriores, Apollo Justice conta com algumas opções exclusivas para o DS, que podem ser escolhidas utilizando-se a stylus.
Assim como fez a Nintendo em The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, a Capcom conseguiu dar alguma finalidade (um tanto limitada, é verdade) para o microfone do DS. É possível, em certos momentos em um julgamento, pronunciar ao microfone os termos “objection!” (objeção) ou “hold it!” (protesto).
Embora não seja propriamente inovador, os acréscimos prometidos pela Capcom para Apollo Justice: Ace Attorney devem ser suficientes para chamar alguma atenção dos fãs do estilo; aqueles habituados à mecânica e estilo da carreira de Phoenix Wright (dos três primeiros jogos) também não terão do que reclamar, já que a maioria dos elementos clássicos está presente (bem como alguns personagens familiares). Por fim, um jogo feito na medida.
Apollo Justice: Ace Attorney está previsto para 19 de fevereiro de 2008.