A música sempre foi fundamental para temperar a experiência proposta pelos games, seja em momentos dramáticos, com tonalidade melancólica e notas longas, ou para a mais intensa ação, em tempo rápido e aflito. As trilhas sonoras são características de vários jogos, e muitas faixas que compõem o tema dos games habitam a memória dos jogadores por um longo período.
Contudo, os jogos, que abrangem quase todos os estilos e temas, possuíam tradição em títulos de ação, estratégia, esportes, tiros e aventura. Os games com jogabilidade focada diretamente à música eram escassos, e em suma se resumiam a puzzles que o jogador tinha de “dançar” e acionar determinados comandos no ritmo da música para conquistar os objetivos. O responsável pelo eminente sucesso foi o arcade, que com suas máquinas de dança e ritmo consolidou um gênero promissor.
Nos consoles a moda também pegou, e algumas versões que contavam com acessórios adaptados para dança, como tapetes sensíveis ao toque, transcreviam a fórmula dos fliperamas diretamente para o lar dos jogadores. Mas o estilo logo foi banalizado, e a experiência já não chamava mais atenção como em seus primeiros suspiros. A sustentação da fórmula foi trazida pela Harmonix, através de um game que originou vários outros títulos análogos: Guitar Hero.
O novo patamar contava (apenas) com um acessório que simula uma guitarra elétrica, com botões que devem ser acionados quando a “nota” atinge um determinado local, semelhante aos predecessores dançarinos. Porém, a nova franquia migrava para um estilo mais pesado, contando com devidas inovações necessárias.
Com base em Guitar Hero, o gênero se expandiu para novos horizontes para várias plataformas, originando vários similares. Um deles é Rock Band, e além do joystick semelhante ao instrumento de cordas, o arsenal também conta com um adicional que simula uma bateria, tornando a experiência ainda mais intrigante.
Visando o gênero promissor, quase dez anos após o primeiro lançamento da franquia Guitar Hero, a Konami anuncia seu próprio título de ritmo para os games: Rock Revolution.
Um kit de bateria revolucionário!
Aparentemente, a fórmula é similar a dos predecessores do gênero. Rock Revolution, segundo a própria distribuidora do game, promete reunir diversos estilos musicais e apresentar diferenciais em vários aspectos quando comparado aos similares. No jogo serão incluídos dois periféricos, um em formato de guitarra e outro simulando uma bateria, como em Rock Band. Destaque para este segundo apetrecho, que foi desenhado por músicos profissionais e se apresenta de modo mais realista.
Em um evento recente da Konami, realizado em São Francisco, uma demonstração do jogo revelando o kit de bateria — composto por seis pads e um pedal — foi exibida em grande estilo, contudo, a guitarra não deu as caras.
A novidade no kit oferecido em relação ao Rock Band, é o número de pads que são apresentados. Agora, o acessório que simula a bateria conta com seis, sendo três representando os tons e outros três representando os pratos de ataque, todos no mesmo nível de altura. Os tons possuem um formato circular, sendo um em tamanho grande e outros dois em uma escala menor. Já os pratos aparecem em forma triangular, e todos apresentam o mesmo tamanho.
De Quiet Riot a Avril Lavigne
A jogabilidade é similar ao que conhecemos, e não apresentará muitas diferenças. Basta ficar atento aos comandos que descem do topo da tela e acertar o momento exato em que devem ser acionados. Uma das poucas diferenças agora presentes são as sete notas que aparecem na tela, tornando o jogo mais desafiador e a dificuldade acentuada.
O game contará com 40 faixas embutidas, algumas delas como “Blitzkrieg Bop” da banda “The Ramones” e “Are You Gonna Be My Girl” do “Jet”, já presentes em Rock Band. Além dessas citadas, músicas de diversas bandas como Twisted Sister, Motley Crue, Quiet Riot e até mesmo Avril Lavigne, farão parte do jogo. Mesmo com a variedade de estilos, Rock Revolution só apresentará versões covers das músicas.
Um novo sistema de criação de músicas e um intitulado “Jam Mode” serão atrativos em Rock Revolution. Para criar faixas musicais personalizadas, o jogador poderá usufruir de até oito trilhas para gravação, o que, provavelmente, irá apresentar um resultado satisfatório. Já no outro modo, players poderão tocar seus instrumentos em performances livres, e até mesmo gravá-las.
Show em várias plataformas
Fora o modo carreira, a modalidade para vários jogadores também esta presente, tanto offline quanto online. Nela players podem conflitar frente a frente (Battle), executar atos cooperativamente (Co-op) e até armar batalhas de banda (Band Battle).
Além de versões para PlayStation 3 e Xbox 360, Rock Revolution também fará um show nas plataformas Wii e Nintendo DS. Diferente das outras versões, o jogo para Nintendo DS contará com suporte para os vocais através do microfone embutido no portátil, e os instrumentos serão tocados através de gestos na tela sensível ao toque.
Já no Nintendo Wii, o jogo assemelha-se mais com o futuro título da sega, Samba de Amigo. Ao invés de instrumentos, o jogador terá de usar o Wii Remote e o Nunchuck para realizar as ações. O gamer poderá realizar vários movimentos distintos — como quebrar guitarras, atear fogo nos instrumentos e executar chutes com grande empolgação —, porém, a opção para vocais não estará disponível.
Rock Revolution ainda não tem data de lançamento agendada, entretando a Konami citou que possivelmente o game estará disponível no outono, nas plataformas Wii, PlayStation 3, Nintendo DS e Xbox 360. Resta esperar se a promessa da empresa fará bonito no palco dos games!