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Sid Meier's Civilization Revolution

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  AVALIAÇÃO
7,2
Jogabilidade: 
8.5
Gráficos: 
7.0
Áudio: 
4.5
Diversão: 
7.5
Desafio: 
8.5
Prós:
A estratégia pura de Civilization irrompe no Nintendo DS de forma interessante. Com tudo muito simples e direto, Revolution traz satisfatoriamente a fórmula da série ao portátil de última geração da Nintendo. É possível gastar horas de qualidade com a essência criada por Sid Meier.

O sistema de ajuda é muito bom, pois explica cada passo aos jogadores iniciantes. Além disso, os comandos são todos efetuados tranqüilamente, o que torna a experiência precisa e envolvente (para quem gosta de estratégia por turnos, é claro).

 
Contras:
A falta de música ambiente é uma falha brutal do jogo. Os turnos ficam um tanto entediantes com isso, caso o jogador não possua unidades ativas em cada turno. Aguardar as ações das outras civilizações sem nenhum tipo de animação ou música para quebrar o tédio é algo angustiante. O som, em geral, é ruim.

As limitações do jogo e da plataforma também contribuem para que outros pontos fracos apareçam. Visualmente, os vários objetos podem criar uma poluição nas telas do portátil. As imagens retratadas, devido ao baixo poder de processamento do DS, não são tão belas assim. Certos aspectos do game, como a diplomacia, também são limitados.
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Os infortúnios não quebram a solidez da versão para o DS.
Civilization é um nome que ainda reverbera na cabeça de milhares de gamers de maneira extremamente nostálgica. Quando Sid Meier decidiu criar a série, a estratégia surgiu na sua mais pura forma. Apesar dos jogos serem por turnos, a quantidade de características estratégicas abordadas pelos desenvolvedores sempre foi algo de se admirar.

Quem não tem muito tempo livre pode ficar nervoso com Revolution.

É com isso que o retorno da franquia aparece com tudo nas plataformas de última geração. Sid Meier's Civilization Revolution surgiu também no DS com abordagens inovadoras em relação aos demais títulos da série. O game faz com que os usuários do pequeno console se envolvam não só com guerra, economia, tecnologia e diplomacia, mas também com cultura, religião e figuras históricas (como Marco Polo e Platão).

Escrita, uma maravilha da civilização.A revolução da série

 Para quem ainda não conhece, Civilization é um jogo onde há a possibilidade de assumir uma civilização qualquer e liderá-la dos primórdios à dominação mundial. Os jogadores têm a chance de monitorar todos os aspectos administrativos de uma grande civilização, principalmente os diplomáticos e militares. A cronologia nunca foi muito fiel nos games (muitas vezes, as melhores civilizações descobriam a eletricidade em 2300 D.C.), mas a diversão é constante.

Quanto à Revolution, alguns itens inéditos surgiram bem a calhar. Mexer profundamente com aspectos religiosos das civilizações e lidar com o aparecimento de figuras históricas — como Leonardo da Vinci e Maomé — são opções novas muito atraentes para quem já conhece bem o funcionamento dos games.

Quando à versão para o Nintendo DS, foi impressionante o jeito com que o pessoal da Firaxis Games conseguiu colocar milhares de características importantes em um só pequeno cartucho. No entanto, exclusões consideráveis tiveram que ser realizadas para tal feito, mas isso não prejudicou o núcleo essencial de Civilization Revolution: a estratégia.

Faça suas escolhas e mãos à obra

Há a oportunidade de escolher dentre 16 civilizações diferentes antes de começar um jogo. Cada um dos povos possui certos bônus característicos iniciais e referentes às eras históricas. Assim que o gamer avança no tempo, esses benefícios colaboram brutalmente para o sucesso na dominação mundial.

Em Revolution, a vitória é atingida através de quatro maneiras diferentes: culturalmente, tecnologicamente, economicamente e militarmente. É óbvio que cada um dos tipos possui condições diferentes de vitória, por isso que escolher cuidadosamente a civilização pode ser crucial para que um desses quatro caminhos seja percorrido. É realmente interessante (além de ser uma lição de História) conhecer as peculiaridades de cada civilização.

A evolução é um desafio.
Então, o game começa. A prosperidade dos comandantes é baseada especificamente na administração das primeiras cidades construídas. Há a possibilidade de direcionar a administração das cidades de forma a focar a comida (que aumenta a população), a produção (que torna possível a criação de unidades e construções), a economia (indispensável para a coleta de ouro) ou mesmo balancear tudo isso.

Com isso, o jogador tem a oportunidade de gerenciar os trabalhadores de uma mesma cidade em prol do rumo escolhido. As construções também colaboram para a maximização dos recursos. E, como se não bastasse, os gamers também têm que se preocupar com a cultura e a religião da civilização em cada uma das cidades.

Um mundo rico

Como sempre, explorar os territórios o máximo possível é uma das chaves para o sucesso. Deve-se planejar estrategicamente as posições das cidades, bem como conhecer novos continentes (o que pode render descobertas de artefatos interessantes, como Angkor Wat).

Querido líder, descobrimos Angkor Wat. Mesmo os bárbaros farão contato com os jogadores. É claro que eles não são nenhuma "grande civilização", mas a ameaça bárbara surge logo de início. Destruí-los é algo que rende boas recompensas em ouro e até mesmo unidades extras. Além dos bárbaros, há vilas amigáveis que colaboram para estimular o jogador a continuar explorando, visto que oferecem bônus atraentes, como novas tecnologias (ocasionalmente).

É aí que novas civilizações começam a aparecer e fazem jus ao nome da franquia. Levando em conta o nível de dificuldade escolhido, os povos podem oferecer sérios desafios aos domínios adquiridos a duras penas. Sim, há a possibilidade de realizar acordos de paz, mas certas civilizações podem rapidamente mudar de idéia e partir pra brutalidade. Se elas estiverem em melhores condições militares, boa sorte.

A diplomacia realmente seria um dos pontos fortes do jogo, mas a maneira como as relações são exibidas é insuficiente para a tomada de algumas decisões. A requisição mais óbvia e simples — saber quem está em guerra com o jogador — não é possível de ser realizada. Memória curta é uma arma contra os administradores.

Atualizações e melhorias

O próprio jogo possui alguns prós muito interessantes em relação ao que ocorria anteriormente. Além dos quesitos tradicionais, como atributos para cada unidade criada, as batalhas ocorrem com animações semelhantes às de certos RPGs por turnos. Com isso, os embates militares ficam ligeiramente mais emocionantes. E como sempre, posições estratégicas são capazes de decidir grandes guerras entre duas nações.

Quem observa atentamente essa grande quantidade de novidades deve pensar que são muitas informações para jogadores principiantes absorverem. É justamente nesse ponto que entra o excelente (até demais) sistema de ajuda que Revolution oferece. Os assistentes e conselheiros do jogo contribuem fundamentalmente para o sucesso. No entanto, a famosa Civilopedia não está presente em Revolution.

Poluição visual podem ocorrer de vez em quando. Ainda assim, os visuais do novo Civilization, no Nintendo DS, não agradam. O game foi criado em prol da jogabilidade e não de gráficos. Dessa forma, a estratégia é retratada de forma quase tosca, já que o som também é algo que não conta a favor do título. Sons fracos e insossos (bem como a falta de música ambiente) não enaltecem a forte atmosfera estratégica proposta pelo game.

O controle via stylus e também via botões é algo tão bom que permitiu a vinda de um satisfatório modo multiplayer. A Nintendo Wi-Fi Connection (conexão sem fio do DS) funciona muito bem e torna possível a pancadaria entre até quatro jogadores em um mesmo mapa. Apesar das limitações diplomáticas, embarcar no modo multiplayer é uma certeza de diversão para os fãs.

Sid Meier's Civilization Revolution pode demandar um grande tempo de jogo, mas com certeza é uma bênção para os usuários do pequeno console que gostam de estratégia pura.
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