É preciso ser um mestre Spectrobes... Ou Pokémon?
Spectrobes: Beyond the Portal é um game de RPG e aventura ao estilo clássico dos títulos Pokémon, para os consoles portáteis. As aventuras da série Spectrobes foram criadas exclusivamente para o Nintendo DS, pela Disney.
Muitos aspectos foram alterados em relação aos títulos anteriores. O detalhe mais marcante é a inserção de gráficos tridimensionais. Há um interessante sistema de cartão vale-monstro. Um cartão de plástico pode ser aplicado sobre a touchscreen do Nintendo DS e esse cartão vai validar o uso de um novo monstro. O game já vem com alguns cartões.
Com fórmula agregada de outros títulos
Os spectrobes estão de volta e duvido que você já tenha ouvido esse termo — ''spectrobes''. Então que seja esclarecido: é uma criatura do tipo Pokémon, Digimon, monstro do Monster Rancher ou esper do Final Fantasy.
As criaturas do jogo seguem uma lógica de vantagens através das cores. Isso é, uma cor derrota outra. Os monstros não possuem aspecto agressivo e sim místico. É um game que pode ser tranqüilamente jogado por um criança.
Os valores numéricos dos atributos são elevados, por exemplo: é necessário arrancar milhares de pontos de vida para derrotar os adversários. São usados dois monstros em batalhas, um controlado por você e outro pela IA. Nesse duelo é possível atacar (a distância ou de perto, depende do bicho), usar um combo ou soltar um golpe especial, ativado de acordo a ''barra que precisa estar cheia''.
Durante a aventura o jogador direciona o protagonista principal, que pode fazer diversas interações. E há uns ''tornados'' que indicam a presença de spectrobes. Ao entrar em contato com eles, os seus spectrobes entram em ação.
Seja você também um patrulheiro interplanetário.
Rallen e Jeena são patrulheiros interplanetários que investigam um misterioso portal de salto quântico para outras dimensões. Esse portal ameaça transportar um imenso exército Krawl, alienígenas com desejos terrivelmente pretensiosos.
Rallen é conhecido de outros títulos da série, já a Jeena é introduzida ao jogador com o seu valioso conhecimento necessário para resolver quebra-cabeças. É Rallen quem comanda os spectrobes através do Prizmod, um aparelho o qual apenas o personagem consegue operar.
Foi citada a palavra ''interplanetária''? Sim.
São nove planetas a serem explorados e neles enriquecer com spectrobes, experiência e dinheiro. Ficar poderoso é essencial para poder encontrar os safados Krawl. No jogo, a tela superior indica vários dados, entre eles um mapa, e a tela inferior (a de toque) revela a aventura.
O suporte multiplayer é intenso, local e global online. Há 4 modos: confronto direto normal, arena com quatro jogadores, arena com o uso de apenas um spectrobes e mercado. Os nomes descritivos criados aqui são sugestivos o suficiente. Há também um ranking internacional no site oficial.
Spectrobes: Beyond the Portal é da Disney. Isso já explica muitas coisas. Enfim, não é um jogo que ocupará a posição de melhor do ano. A proposta é estranha e ao mesmo tempo sem criatividade, contudo é algo que pode ser superado com a dedicação do jogador.
É possível progredir bastante (gastar várias horas) e continuar a se divertir assim como há chances de enjoar rapidamente — poucos segundos. Se você não gosta de Pokémon, Yu-gi-oh, Digimon e Cia., então passe longe de Spectrobes: Beyond the Portal. Caso contrário, procure o tal jogo, pois vai ser divertido.