Todo o gamer de computador já passou por essa irritante situação ao menos uma vez: aquele momento terrível, de enorme frustração, quando você vai rodar um jogo que acabou de sair da loja e descobre que ele simplesmente não quer funcionar; mesmo quando seu PC deveria suportá-lo.

Todo o PC gamer já passou ou vai passar por essa cena em sua vida. (Fonte: ThinkStock)
Se alguém me perguntasse o que levaria alguém a não ser um PC gamer, a questão dos “requisitos de sistema” certamente seria o maior dos motivos. De fato, é isso que me faz pensar várias vezes antes de comprar um título em promoção no Steam, preferindo normalmente pagar mais pela versão de consoles.

Caso você ainda não tenha passado por essa situação (com grande ênfase no “ainda”, já que ter problemas com requisitos é tão certo quanto o 3RL dos primeiros Xbox 360), vamos fazer um exercício mental para que você entenda melhor o porquê disso ser tão frustrante.

Requisitos mínimos

Imagine que você acabou de encontrar um jogo incrível. A primeira coisa que um bom gamer normalmente faria é pesquisar pelos requisitos mínimos – afinal, não adianta comprar um game se seu computador não consegue rodá-lo.

Img_normalNo caso de Crysis apenas fazê-lo funcionar em seu PC já é uma vitória.

É aí que aparece o primeiro problema na sua jornada: descobrir se sua máquina está dentro dos requisitos ou não. Encontrar as informações necessárias não é a questão, o difícil é conseguir “traduzir” a maioria dos itens.

Isso porque não são poucos os casos em que, no lugar de uma empresa disponibilizar a informação de forma um pouco mais vaga, como “dual-core com x GHz”, o que vemos é um modelo específico de peça, como “Intel Pentium 4”.

Então, você é obrigado a começar sua enorme pesquisa para descobrir quais as especificações daquela peça, procurando no site oficial da empresa, perguntando em fóruns e apelando para tudo que puder ao mesmo tempo em que xinga a desenvolvedora por sua estupidez.

Img_normalSkyrim trouxe dor de cabeça para muitos jogadores, que tiveram que esperar por atualizações para se aventurar.

Há também o caso das placas de vídeo, que normalmente são disponibilizadas em uma enorme lista contendo vários modelos compatíveis. Mas o que você faz se sua placa não estiver ali, mesmo com a certeza de que ela é muito mais poderosa do que as outras mostradas? Em resumo, é melhor nem tentar entender essa parte.

Lentidão constante

Está bem, você conseguiu confirmar que seu PC está dentro dos requisitos mínimos e já até instalou o game. Hora de testá-lo. O jogo se inicia... Mas a uma taxa de quadros ridiculamente baixa. Não é surpresa, já que seu computador não alcançou as configurações recomendadas.

Img_normalTanta beleza gráfica tem um preço para seu PC.
Você é obrigado a diminuir a qualidade do game ao máximo, deixando-o em uma resolução horrível e sem qualquer efeito interessante... E a taxa de quadros continua extremamente baixa.

O motivo para isso é simples: muitas vezes, os requisitos mínimos representam o que seu PC precisa ter apenas para suportar o jogo, mesmo que a qualidade da experiência seja sacrificada. E, afinal, se está rodando, mesmo que a uma taxa de 1 fps, está valendo, não? Pelo menos é assim que várias empresas devem pensar.

Requisitos recomendados

Depois de um pulo na loja de informática mais próxima e de gastar boa parte de suas economias, você conseguiu dar um upgrade em sua máquina, deixando-a dentro das configurações recomendadas. Isso quer dizer que é possível jogar sem problemas, certo? Quem dera que fosse tão simples...

Img_normalAo menos alguns jogos mais recentes contam com requisitos mais modestos, como é o caso de Diablo III.
Vamos analisar brevemente o termo “requisitos recomendados”. Recomendados para quê? Para seu PC rodar o jogo a uma taxa de quadros aceitável? Para permitir que o game funcione com qualidade máxima? Ou seria apenas mediana?

Não há uma regra para as empresas definirem essas configurações. Logo, você pode esperar por qualquer resultado na hora de testar o título.

“Não quer rodar!”

Por fim, vamos considerar que mesmo o upgrade não foi suficiente para seu PC. Agora, é pessoal: você vendeu todos os seus pertences e comprou a máquina mais poderosa de todas. Infelizmente, isso não quer dizer que seus problemas acabaram. De fato, isso pode trazer mais dor de cabeça que qualquer outro caso.

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Um dos melhores exemplos que posso citar foi a experiência pela qual um amigo meu passou ao jogar Fallout 3 em seu potente computador, com processador quad-core. O game, que foi programado apenas para rodar em PCs com tecnologia dual-core, não era capaz de funcionar com um hardware tão poderoso, travando por completo.

O que fazer em um caso desses? Não muito. Normalmente, resta esperar por uma atualização de drivers que resolva esse problema de compatibilidade. E só.

Sem escapatória

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Como se essa odisseia já não fosse frustrante o suficiente, a pior parte disso é que a situação deve se tornar cada vez mais complicada, já que os modelos de peças disponíveis só aumentam com o tempo.

Mas parece que, infelizmente, este é um daqueles casos em que, por mais irritante que seja, não podemos fugir dos malditos requisitos dos games – afinal, alguma informação ainda é melhor que informação alguma.

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