vale a pena?
Muitos dizem que é este tipo de jogo que faz os gamers comprarem um PlayStation Portable. Por mais que o console portátil da Sony possua um potencial de processamento gráfico e sonoro bastante interessante, não é preciso explorá-lo completamente para criar um bom jogo.

O primeiro LocoRoco provou que isso é inteiramente possível de ser realizado, e mais: o resultado acabou sendo melhor que diversos outros títulos de maior porte, por assim dizer. Cativante é, talvez, a melhor palavra para descrever a ação simples de LocoRoco, que conta com ainda mais criaturinhas empolgantes e uma ambientação sonora espetacularmente única.


Quanto ao segundo título da Sony Computer Entertainment, é difícil achar problemas. Jogar é fácil, uma vez que o game segue fielmente a proposta apresentada pelo jogo original e acopla novos desafios, novos personagens e novos chefes. Nunca foi tão divertido (e simples, diga-se de passagem) fazer com que uma criaturinha amarela role e pule em ambientes bizarros.

Mantendo o charme

Música, cores e diversão. Esse é o conjunto básico que sustenta toda a proposta criada pelos desenvolvedores de LocoRoco. Se você ainda não conhece a abordagem única do game, saiba o seguinte: controlar os cativantes LocoRocos é algo que pode prender a sua atenção por muitas horas, por mais sem sentido que isso possa soar.

Muitos LocoRocos em um No segundo game, as criaturas tentam livrar o planeta local dos terríveis Mojas. O próprio rei dos bichinhos negros, Banmucho, reaparece para causar o terror. A trama em si é absurdamente cativante, levando em consideração que todas as criaturas dialogam através de idiomas peculiares. Tudo é envolvente e faz com que o jogador fique preso ao PSP para descobrir mais sobre como espantar as ameaças com os LocoRocos.

São necessários apenas três botões para locomover os bichinhos pelos mais diferentes ambientes. Com os dois botões laterais (L e R), o jogador tem a possibilidade de inclinar o cenário para que as criaturas circulares rolem e até mesmo pulem, dependendo do botão que o gamer soltar após pressionar os dois botões laterais simultaneamente.

Enquanto isso, o círculo é o botão responsável por dividir o LocoRoco controlado em vários outros bichinhos. Esse comando só pode ser executado em certos momentos da fase, sendo que o número de criaturas que aparecem depende diretamente da quantidade de "frutas" adquiridas pelo gamer até o momento. É importante evitar obstáculos ameaçadores para não perder nenhuma criatura, pois bônus do cenário só surgem se o jogador conseguir um determinado número de bichos.

O cenário é seu aliado

O uso desse comando é extremamente intuitivo, visto que muitos trechos das fases são estreitos e só podem ser percorridos com a divisão do LocoRoco comandado. Muitas vezes, a animação contemplada é sensacional: diversos bichinhos atravessando rapidamente o cenário através de túneis, correntes de ar e outros meios interessantes. Fica avisado, entretanto, que é particularmente difícil coletar os 20 LocoRocos de cada etapa.

Certos monstros com espinhos, por exemplo, devem ser evitados a todo o custo. Se o LocoRoco encostar neles, poderá perder um ou mais bichinhos. Se o jogador não recuperá-los rapidamente, adeus pequenos LocoRocos. Isso é um aspecto muito interessante do jogo: há várias chances de vencer os desafios, mas alguns extras só podem ser adquiridos em momentos específicos.

Caso o gamer tenha passado diretamente por uma passagem secreta sem perceber, avançando no cenário, os bônus contidos nela só poderão ser coletados se o jogador recomeçar a fase. Com isso, os desenvolvedores praticamente obrigam os aficionados por LocoRoco a embarcarem várias vezes nos cenários para a descoberta e a coleta de todos os itens. Um artifício e tanto para envolver ainda mais os fãs, não é?


Ainda mais Loco

Um dos diferenciais deste título em relação ao primeiro LocoRoco é a possibilidade de controlar os bichinhos imersos na água. Isso entra em sintonia com a possibilidade de descobrir novos movimentos assim que o jogador avança no game. Um bom exemplo é uma espécie de "pulo avançado", ótimo para a derrubada de inimigos durante o caminho.

Como o esperado, uma das chaves para o sucesso de LocoRoco 2 é a maravilhosa interação com o cenário. Cipós e galhos formam ótimos suportes de apoio para as criaturas, levando o jogador a lugares previamente desconhecidos, ocultados por paredes ou outros obstáculos. Há sutilezas quase imperceptíveis em um primeiro contato com a fase. Jogue e contemple a espantosa profundidade de LocoRoco.

Ouvir? Não, interagir 25 fases. Sim, menos do que no primeiro game, mas há muito o que fazer em cada um dos cenários. E, se o jogador não ficar contente com a simples jogabilidade de LocoRoco 2, há uma boa dose de mini games cativantes. Que tal pilotar um barco MuiMui (os aliados dos LocoRocos) e derrotar hordas de inimigos consecutivamente? Ou será que você prefere um mini game rítmico, no qual botões devem ser pressionados de acordo com a batida da música?

Repetitividade é algo que pode repelir uma pequena quantidade de gamers, mas o segredo está em descobrir cada vez mais objetos e itens desbloqueáveis. A MuiMui House é um bom local para que o jogador entre em contato com a amplitude de LocoRoco 2, mas as fases normais já são o suficiente para que a premissa básica do game seja apresentada com simplicidade e beleza.

Plenamente satisfatório

A palavra "simples" combina com o termo "completo"? Em LocoRoco 2, com certeza. É impossível criticar fortemente o ótimo trabalho de arte aplicado na temática geral do game. Uma dupla de peso: cores vibrantes e músicas inacreditavelmente cativantes. Isso pode parecer um tanto infantil, mas... Bom, somente experimentando o game para sentir o impacto relaxante que esse contexto causa.

As animações entre os LocoRocos e os ambientes é um dos melhores aspectos visuais do jogo. Às vezes, o gamer deve parar e assistir a movimentação automática das curiosas criaturinhas que passeiam pelos cenários diversificados. Tudo isso ao som de faixas musicais espetaculares.

Como LocoRoco 2 explora pouco o potencial físico do PSP, a fluidez de desempenho é constante. As telas de "loading" duram pouquíssimos segundos e não há absolutamente nenhum problema de travamento durante as fases. A fusão entre um desempenho estável e uma alta qualidade técnica é admirável.


Os controles, de modo geral, são tranquilos. Dominar a arte de rolar e pular exige vários minutos, mas não há razão para não presenciar muitos momentos de diversão com os LocoRocos. O game conta, ainda, com um modo multiplayer para até quatro pessoas. Esse não é o forte do jogo, mas é um bom extra para quem procura outros modos de entretenimento com os charmosos bichinhos. Quer mais que isso?