vale a pena?
Quem nunca ouviu falar no nome Metroid? Arrepiando os gamers desde os tempos de Super Nintendo, a personagem Samus Aran é prestigiada pelos fãs de ação e ficção científica. O sucesso foi tanto que a protagonista da série Metroid resolveu brilhar em outros games de peso, como o tão conhecido Super Smash Bros., de luta.

O assunto, aqui, é justamente isso: relembrar o passado glorioso da franquia e conhecer as novidades de Metroid no Nintendo Wii... Em apenas um título. Metroid Prime Trilogy agrupa Metroid Prime e Metroid Prime 2: Echoes — lançados para GameCube — juntamente com Metroid Prime 3: Corruption, criado exclusivamente para o Wii. Além disso, é possível brincar com o modo multiplayer do segundo game em até quatro jogadores no mesmo console. É mole?


Para quem tem a memória fraca, é interessante saber que o Baixaki Jogos atribuiu a nota 9.0 ao game para Wii. Por qual motivo? Pelo simples fato de que o título explora muito bem os diferencias da plataforma da Nintendo, além de herdar todas as boas características dos títulos antecessores. E, felizmente, isso também ocorre em Trilogy.

Basta jogar os dois primeiros games para perceber que a mudança de ação/plataforma para FPS foi um sucesso. Com visuais e recursos sonoros relativamente simples (mas satisfatórios), esses dois títulos rodam com um desempenho espetacular. A fluidez é uma das melhores características dos três jogos, por mais que o game mais recente seja um pouco mais amplo e envolvente devido às melhorias aplicadas.

Um ótimo conjunto

E, convenhamos, a atmosfera única da saga de Samus é extremamente envolvente. A não ser que o jogador não goste muito de ficção ou tenha alguma fraqueza em relação às cores vibrantes e aos movimentos, é difícil não jogar vários minutos sem interrupções. Em outras palavras, não há motivo para não conferir esta trilogia espetacular.


Aprovado!
 
O que nós gostamos


Fidelidade

O Wii faz jus ao potencial técnico do GameCube... E esbanja desempenho. Os dois primeiros games rodam perfeitamente com o uso do Nunchuk e do Wii Remote. Mesmo contando com uma simplicidade gráfica (ou seja, sem muito polimento ou texturas pesadas), os jogos mostram solidez e não apresentam uma grande quantidade de bugs.

Enredo

Metendo bala A história, por mais que chateie alguns gamers, é interessante e complexa. A trama acompanha Samus Aran pelos três games de forma extremamente convincente. Não queremos estragar nada, portanto você não encontrará informações sobre o enredo nesta análise. O importante é saber que o gênero FPS combina perfeitamente com o contexto apresentado pelo pessoal da Retro Studios, que se mostrou ótimo no desenvolvimento.

Cativante e desafiador

Quem possui um Nintendo Wii pode se espantar com a atmosfera geral dos três games. Somente o fato de poder perambular pelos cenários livremente faz com que a ação tome conta a praticamente todo o momento. E, quando você começa a encarar a monotonia na hora de superar um determinado desafio, os próprios ambientes mostram que as soluções podem estar mais perto do que você imagina.

Pois Metroid não é apenas ação. Utilizar sabiamente a armadura de Samus para enfrentar o desconhecido é essencial para o sucesso nos games. Quando o assunto é Corruption, isso é ainda mais cobrado do jogador. Por exemplo: não há como vencer determinados inimigos sem usar as armas de forma ampla e eficiente.

Recursos técnicos satisfatórios

Isso já foi mencionado, mas vale a pena ressaltar que tanto os visuais dos três games quanto a ambientação sonora são suficientes para que os gamers — principalmente os fãs de Metroid — possam se sentir imersos na trama. Além disso, a jogabilidade não conta com nenhum grande problema (com a exceção de pequenos bugs, como a dificuldade de abrir certas portas).

Trilogy oferece opções interessantes de configuração de comandos e mudanças na sensibilidade da mira. É difícil criticar qualquer aspecto técnico de maneira mais profunda, visto que o Wii é bem explorado em praticamente todos os sentidos, principalmente no terceiro game.


Como jogar? Basta utilizar o Nunchuk para colocar movimentar Samus, colocar a personagem na forma esférica, utilizar o gancho, investigar/ativar certos objetos e manter a mira fixa em um determinado alvo. Enquanto isso, o Wii Remote é necessário para a mira na tela, disparo de mísseis, alterar o modo de visão de Samus e acessar alguns menus.


Reprovado…
 
O que espantou o BJ... No mau sentido


Um estranho sentimento de repetitividade

Isso ocorre mais nos dois primeiros títulos do que em Corruption. A própria trilha sonora de Metroid pode entrar em sintonia com as ações um tanto repetitivas dos dois jogos iniciais enquanto o jogador controla Samus pelos diferentes cenários. Os primeiros chefes também não contam com grandes desafios.

Portanto, a alegria é praticamente inevitável quando o gamer encontra uma situação um pouco mais chamativa. Há apenas dois níveis de dificuldade em Trilogy — Normal e Veteran — que, mesmo sendo o necessário para o entretenimento constante, não oferecem grandes empecilhos para os jogadores mais fanáticos.

Quando o caos toma conta...

Pequenos infortúnios

Pois é, ainda é preciso investigar profundamente os ambientes para encontrar pontos nos quais é possível salvar o progresso. Se o jogador começa a experiência pelo primeiro game, a frustração pode chegar facilmente se ocorrer fracasso durante a etapa cronometrada por tempo. Caso o gamer falhe, é necessário começar tudo de novo.

Além disso, cortar as "cutscenes" (cenas de corte, animações) é impossível na maior parte dos casos. Isso, somado ao grande número de diálogos presentes em certas cenas, pode fazer com que alguns jogadores se enervem. Mas nada que faça com que Trilogy não seja uma excelente opção de diversão para os usuários do Wii.