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Em 2001 chegou às telonas um filme que causou um enorme impacto nos fãs de velocidade e, principalmente, ilegalidade. Criando uma enorme base de público, extremamente fiel, Velozes e Furiosos teve mais duas continuações com seus carros tunados repletos de emoção.

 O filme inseriu no vocabulário dos fãs de carros transformados do Brasil o termo tunning, fazendo com que estes ficassem ainda mais apaixonados pela prática. Além disso, milhões de adolescentes que nunca haviam tido contato com a prática passaram a sentir uma atração repentina pelo tunning.alta velocidade pelas ruas das mais diversas cidades do mundo!

O filme alavancou também a reinserção no mundo dos games de jogos como Midnight Club e Midtown Madness, onde o jogador era convidado a percorrer ruas movimentadas de diversas cidades em alta velocidade, realizando os mais diversos rachas e arrasando a cidade toda, bem como os veículos que transitavam pelas ruas.

Não demorou para, em 2003, surgir Need For Speed Underground. Sétimo título da franquia Need for Speed, o jogo revolucionou a série, inserindo nela todo o contexto experimentado pelos adeptos do tunning, incluindo nisso rachas e as mais diversas corridas insanas pela cidade.

Na época, Midnight Club já estava em sua segunda edição, e foi na terceira versão do jogo que este buscou igualar-se ao concorrente da Electronic Arts: Midnight Club 3 ficou conhecido por mesclar, de maneira inteligente, os principais jogos do gênero.

A consagração de uma série

Dessa forma, o jogo conseguiu colocar, mais uma vez, a Rockstar no hall da fama dos videogames. Na época a companhia já era conhecida pelo seu excelente trabalho em toda a série Grand Theft Auto, e Midnight Club 3 veio somar forças ao império Rockstar.
VRUUUUUM!



O sucesso de Midnight Club 3 DUB Edition garantiu o lançamento de mais um jogo para a série: Midnight Club 3 DUB Edition REMIX apresenta, como o nome já sugere, uma versão aperfeiçoada do jogo anterior.

Nela, o jogador pode agora acessar a capital japonesa, Tokyo, além das já conhecidas Detroit e San Diego. Lançado um ano após o jogo original, Midnight Club 3 DUB Edition REMIX é um verdadeiro marco na história do PlayStation 2, entrando para o hall da fama do console.

É por isso que o Baixaki Jogos decidiu relembrar os bons tempos passados em frente ao console com Midnight Club: Rachas noturnos e diurnos, perseguições da polícia e passeios em alta velocidade na cidade considerada a capital mundial do tunning (Tokyo), foram revisitados por nossa equipe.

Uma garagem limpa e bem organizada

O título apresenta diversos carros das mais variadas companhias. Desde o clássico modelo Golf, da VolksWagen até veículos mais incomuns, como o SZR4, da Dodge e o Hammer, um gigantesco 4x4 inspirado no jipe HUMVEE, do exército norte-americano.

A garagem do jogo é realmente atraente, e suas possibilidades de modificação também são muito agradáveis para um jogo de 2006: cada uma das diversas partes do motor conta com três estágios, que podem ser adquiridos conforme o jogador ganha corridas, tornando sua conta bancária mais recheada.

As motos também tem sua parte em Midnight Club 3!
 
 
Além das modificações na performance do carro, não poderiam faltar em Midnight Club 3 DUB Edition REMIX uma grande variedade de modificações visuais, tais como decalques em vinil, néon, pinturas personalizadas e muito mais.

É claro que, para quem está acostumado com a variedade de opções que os jogos de 2008 oferecem, o título vai parecer fraco e incompleto, mas para um game lançado em 2006, não há dúvidas que Midnight Club 3 DUB Edition REMIX possui uma variedade considerável de modificações.

Mas o que mais chama atenção na garagem do jogo não é tanto a variedade de opções, e sim a ferramenta de upgrade automático oferecida pelos desenvolvedores. Imagine que você está cheio da grana e quer gastar tudo no seu carango. Abrir parte por parte do motor seria muito trabalhoso não é mesmo?

Pensando nisso, os desenvolvedores da Rockstar San Diego, estúdio que produziu o título, criaram uma ferramenta que exibe em sua tela uma lista completa de todas as atualizações disponíveis e seleciona aquelas que o seu dinheiro pode pagar.

Não gostou de alguma escolha? Desmarque-a e confirme a sua compra: se uma corrida específica está difícil de vencer, é muito simples. Basta dar um pulinho na garagem, gastar sua grana em todas as modificações possíveis e voltar à toda para humilhar os adversários.

Gráficos de 2005...

É muito difícil realizar uma crítica construtiva para o quesito gráfico de um jogo de PlayStation 2 lançado em 2005 nos dias atuais. Nossa realidade agora é outra: serrilhados resumem-se a pequenos detalhes do jogo, e as texturas são cada vez mais realistas.
Sim, você pode adquirir até mesmo Hammers no jogo!

Portanto, nossos olhos já estão treinados a criticar outros aspectos dos jogos. E quando damos de encontro com um título que possui serrilhado até mesmo nos menus, isso pode ser muito frustrante.

É preciso então recordar o contexto da época no qual o jogo foi lançado: o que era um exemplo de gráficos de alta qualidade em 2005? Vale lembrar aqui que os gráficos de Midnight Club 3 DUB Edition REMIX não sofreram modificações dos da versão original do título, lançada em 2005.

Rapidamente recordamos um excelente exemplo para a época: Need For Speed Most Wanted. Então fica evidente que qualquer crítica pesada aos gráficos de Midnight Club 3 não fazem o menor sentido, já que o nosso grande exemplo gráfico da época possuía uma qualidade bastante similar.

Já a trilha sonora do jogo, bem... Aí é outra história!

A questão aqui é muito simples: quais são as limitações sonoras do PlayStation 2? Isso mesmo: não existem limitações neste quesito para qualquer videogame lançado após 1998. E é por isso que a trilha sonora de Midnight Club 3 deixa tanto a desejar.

Neste aspecto, os desenvolvedores realmente desonraram o nome da Rockstar, ao oferecer aos jogadores ritmos sempre iguais. Mas isso até pode ser compreendido, devido ao contexto do jogo, que tem uma boa ligação com o ritmo selecionado.

A questão que mais tirou pontos da trilha sonora de Midnight Club 3 são as músicas dos menus de jogo. Imagine que você vá visitar a garagem do jogo e decida montar as parte de seu carro sem usar a ferramenta de seleção automática.

Pode ser que você gaste mais de 20 minutos dentro da garagem, e isso acaba, hora ou outra, tornando-se cansativo. Agora imagine que nesses 20 minutos, tudo que você ouviu foi uma mesma música com duração de cerca de 30 segundos, repetindo-se incessantemente.

Isso basta para levar qualquer homem santo à loucura! E encontra-se em todos os menus do jogo. Outro ponto que irrita, levando em conta os menus, é o fato de que ao selecionar uma opção do menu, o jogador é obrigado a sempre ver um vídeo (muitas vezes demasiadamente longo) de uma câmera correndo pelas ruas de uma cidade noturna. É muito irritante.

Além disso, a trilha sonora é extremamente repetitiva no que diz respeito ao gênero musical escolhido. É perfeitamente compreensível que os desenvolvedores tenham escolhido trabalhar muito com rap e música eletrônica, isso faz sentido, devido ao contexto do jogo.
Briga de gigantes.

Entretanto, a Electronic Arts, em seu Need For Speed Underground 2, bem como todos os outros jogos da mesma série, prova que isso não é tudo no que diz respeito ao som que corredores gostam de ouvir.

Uma das músicas mais marcantes de Need For Speed Underground 2, por exemplo, é um sucesso de uma banda de rock dos anos 70 e 80: Riders on the Storm, música da banda The Doors. O resultado é um gritante alerta de que as músicas não precisam ser tão repetitivas mesmo num jogo com ritmos tão específicos.

Vale a pena recordar!

Não há a menor sombra de dúvidas de que Midnight Club 3 DUB Ediion REMIX é um sucesso. O simples fato da Rockstar ter lançado esta versão repaginada de seu próprio jogo prova isso.

Portanto, se você acaba de comprar um PlayStation 2 ou está apenas animado a recordar os bons jogos de seu console já antigo, Vale muito a pena jogar Midnight Club 3. Mas a experiência do jogo talvez seja um pouco repetitiva, e portanto é aconselhável que você alugue o jogo antes de comprá-lo, para não ter surpresas desagradáveis.
 
o Blur do jogo é impressionante.
 
Se você, no entanto, já possui um console de nova geração e está desejando apenas relembrar os bons tempos de PlayStation 2, talvez o jogo não seja para você. A não ser que você já tenha corrido muito com Midnight Club 3 e aqueles momentos estejam gravados em sua memória, isso pode ser uma experiência frustrante.

Fato é que o jogo possui suas limitações, e qualquer dono de um console de nova geração que se preze não estará disposto a render-se a elas. Talvez seja mais negócio recordar o PS2 com algum jogo do tipo God of War II e outros lançados no final da hegemonia do console.