Uma palavra resume ArmA 2: vergonha.
Jogos de tiro em primeira pessoa têm se proliferado cada vez mais no mundo dos videogames, e levando em conta isso, os jogadores tornaram-se muito mais exigentes neste gênero. Isso faz com que qualquer companhia a tentar aventurar-se neste meio seja forçada a dar o melhor de si.
Infelizmente, porém, nem sempre isso acontece. É o caso de ArmA 2, que busca oferecer uma amplitude gigantesca de possibilidades (que vai muito além de todas as opções incríveis em Call of Duty 4: Modern Warfare, por exemplo), mas falha em oferecer uma experiência digna de toda esta magnitude.

Controlar cães, saltar de paraquedas, pilotar helicópteros e até mesmo construir bases são algumas das opções disponíveis neste jogo, porém nem todas elas funcionam tão bem: um ótimo exemplo (ou talvez péssimo) é o salto de paraquedas.
Caso o jogador não logre abrir o paraquedas e caia em queda livre até o chão, ao invés de chocar-se bruscamente contra o solo, há uma pausa ridícula e então seu personagem aparece de pé no chão, para só depois cair como se estivesse desmaiando afeminadamente.
Os quesitos gráficos são muito pobres, apresentando surgimento de texturas no cenário quando o personagem se movimenta mesmo a distâncias curtíssimas, que se assemelham a um metro, na vida real. 
A Missão 01 disponível na demonstração não estava verdadeiramente disponível. Ao iniciar a missão, seu jogador está caído no chão, com a tela piscando em vermelho como se estivesse à beira da morte.
Na segunda missão disponível, tentamos pilotar um HummVee, espécie de veículo de guerra do exército dos EUA que possui grande poder nos quesitos velocidade e resistência, bem como grande maleabilidade para diversos terrenos.
Entretanto, em ArmA 2, o jogador se vê obrigado a pilotá-lo acompanhando o veículo em ondas: o carro acelera e desacelera constantemente e numa cadência fixa. O integrante de nossa equipe que testava o jogo chegou a cochilar enquanto tentava chegar, de carro, no objetivo que se encontrava a menos de 1 km (segundo o próprio jogo), e isso não é brincadeira.
Os tutoriais da versão demonstrativa, para piorar a situação, não ensinavam como controlar o jogo. Faltavam comandos, que também não eram fáceis de encontrar no menu de controles, portanto a não ser que o jogador tenha uma intuição muito aguçada, não conseguirá desvendar facilmente os comandos de ArmA2, ao menos nesta demo.
Quando jogamos títulos como ArmA2, fica no ar uma grande dúvida: que força move desenvolvedores a produzir algo tão terrivelmente defeituoso? Um título como este leva qualquer jogador ao Inferno dos games em poucos instantes: é um verdadeiro pesadelo, pior do que ser perseguido por vampiros ou cair de grandes alturas.
Pode ser, é claro, que o jogo mude completamente ao ser lançado, entretanto isto é absolutamente duvidoso, já que ArmA 2 chega ao PS3, Xbox 360 e PC no dia 7 de julho de 2009.