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Call of Duty: World at War

Análises
Análise do Baixaki Jogos
Análise dos Usuários (42)
  AVALIAÇÃO
9,3
Jogabilidade: 
9.5
Gráficos: 
9.0
Áudio: 
8.5
Diversão: 
10
Desafio: 
9.5
Prós:
Manter a jogabilidade e a aparência como um todo foi uma atitude louvável da Treyarch. O progresso da série continuou em World at War de maneira brilhante, pois a quantidade de adições transforma WaW em um legítimo jogo à parte, mas que respeita os seus antecessores em vários aspectos.

Dentre estas adições, vale mencionar, é claro, o novo modo cooperativo que suporta até quatro jogadores. Além disso, há o lança-chamas e o uso da baioneta das armas como ataque corpo-a-corpo. A história é espetacular e é complementada com a aparição de um modo multiplayer muito bom, seguindo a fórmula da franquia.

 
Contras:
O retorno do contexto de Segunda Guerra Mundial causou uma certa decepção em muitos fãs da série. Outro fator bastante criticado foi o surgimento de zumbis como uma forma de desafio, pois destoa um pouco do realismo apresentado.

Pode-se também constatar como "contra" que, mesmo sendo parte de uma franquia tradicional, World at War é exatamente igual a Modern Warfare em uma série de quesitos.
muda cor do texto
Praticamente um longa-metragem de guerra no PC.
Call of Duty é uma franquia que apareceu no mundo dos videogames com um estardalhaço enorme. Despontando com uma série de diferenciais em relação aos demais FPSs (games de tiro em primeira pessoa), os jogos CoD sempre foram colocados no patamar dos melhores, cada um na sua época. World at War, felizmente, não fugiu dessa linha de evolução constante.

Muitos críticos estavam com medo de que WaW destoasse completamente da fórmula básica da série — pura ação em forma de guerra — devido à mudança de desenvolvedores e ao retorno de uma das temáticas mais clichês dos games: Segunda Guerra Mundial. A adição de zumbis (isso mesmo, zumbis) também foi uma jogada perigosa da Activision Blizzard, mas o resultado final, apesar de tudo, foi impressionante.


Muito, mas muito convincente

O principal fator de diferença entre os jogos da série Call of Duty é a campanha principal de cada título. No caso de World at War, a espera foi temerosa devido ao retorno do contexto de Segunda Guerra Mundial, mas cada segundo da espera valeu a pena, pois a campanha é mais que satisfatória: é contagiante.

O tempo de jogo é divido entre duas perspectivas diferentes: os russos, tentando sair do país de origem e invadir a Alemanha, e os americanos, brigando fortemente nas ilhas do Pacífico. Apesar da alternância entre histórias, a campanha, como um todo, é muito sólida e prende o gamer facilmente, devido à ação ininterrupta.
 
A guerra está rolando. O que você vai fazer? Como de praxe (mesmo sendo a Treyarch a nova desenvolvedora), muitas animações, minigames e efeitos visuais surgem para enaltecer ainda mais o clima de "filme de Hollywood". Acompanhando os momentos iniciais da campanha, pode-se perceber uma série de inovações na aparência e no movimento dos personagens, que, aliás, contam com um trabalho de vozes sensacional.

Para não estragar a surpresa, basta dizer que a forma como o jogador interage com o cenário e com os acontecimentos foi totalmente revigorada. Bem, a mera presença da baioneta com arma corpo-a-corpo (como a coronha das armas e a faca, é uma arma letal) e do lança-chamas é algo que realiza um"boost" tremendo na dinâmica do jogo.

Os japoneses são capazes de aparecer dos lugares mais inesperados. O número de vezes que o gamer é emboscado em combate é aterrador, levando em consideração que os nipônicos, muitas vezes, levam vantagem em seu próprio território. Há inimigos saltando das folhagens, atirando em cima de árvores e utilizando pontos estratégicos como cobertura.

Metralhadoras sempre são uma opção válida.

O desafio é um dos pilares de WaW e faz com que os jogadores mais experientes possam gastar boas horas perecendo em combate para descobrir como evitar determinado grupo de oponentes. A cada nível de dificuldade, a Treyarch cuidou para que os oponentes ficassem ainda mais mortíferos e precisos. É preciso ser bastante fã de Call of Duty para vencer rapidamente no último modo de dificuldade.

Jogabilidade típica da série

Mais uma vez, a jogabilidade aparece como um dos melhores aspectos de Call of Duty. Encarnar o combatente (em qualquer um dos modos de jogo) é empolgante, considerando que a vitória cabe apenas ao jogador. Mirar e atirar nunca foram ações fáceis em FPSs como CoD, e os atributos das armas, o controle de munição e o uso dos explosivos são essenciais para que o destino dos soldados seja traçado.

Relembrando levemente a série Battlefield e outras franquias famosas, WaW traz à tona o controle de tanques de guerra. É difícil encarar as máquinas devastadoras de frente (ainda mais com um homem controlando a metralhadora), mas, por outro lado, nada que outro tanque ou bazucas possam resolver a situação. Pequenas modificações nas armas e acessórios também adicionam um tempero eficaz na jogabilidade.


Procurar cobertura de fogo é uma faca de dois gumes. A maior parte dos jogadores (a inteligência artificial não arrisca tanto assim) sabe que certos rifles e metralhadoras atravessam facilmente alguns tipos de superfícies. Dessa forma, fica fácil eliminar oponentes previsíveis.

Levando em consideração que o mouse e o teclado sempre foram amigos dos fanáticos por FPS, não demora muito para que os comandos básicos sejam aprendidos. Tanto em primeira pessoa quanto utilizando os tanques, os gamers não encontram grandes dificuldades para descobrir por que World at War mantém a fórmula mágica da série e cativa logo em um primeiro contato.

Modo cooperativo de peso

Logo no menu de WaW é possível visualizar mudanças significativas. Apesar de seguir exatamente o formato de seu antecessor, Call of Duty 4: Modern Warfare, há um item desperta cedo a curiosidade dos jogadores: modo cooperativo. Nada mais nada menos que uma forma alternativa de presenciar combates espetaculares com até três pessoas a mais.

A tortura realmente pode matar. A idéia é simples e interessante, pois tenta ramificar as formas de entretenimento dentro do contexto já conhecido de Call of Duty. E esse modo suporta tanto conexões online quanto criação de games locais, ambos com limite de quatro soldados. A campanha é a mesma do modo single player, com a diferença que mais inimigos são adicionados de acordo com a quantidade de jogadores.

A cada nível, há as chamadas Death Cards, itens especiais que podem ser coletados em prol de extras curiosos, como habilitar mortes de inimigos apenas através de tiros certeiros na cabeça. Além disso, desafios surgem para aumentar ainda mais a diversão (como matar 100 oponentes utilizando pistolas).

Finalizando a campanha principal, é possível criar uma sala com o modo Nazi Zombies, uma proposta bizarra da Activision. Até quatro jogadores ficam entrincheirados em uma casa que é atacada incessantemente pelos mortos-vivos. Eliminando os seres grotescos e consertando as barricadas, novas ondas de inimigos surgem, mas também novas armas e itens são desbloqueados. No geral, é uma espécie de ação frenética que acaba terminando inevitavelmente em... Morte.

Fuga desembestada.

De qualquer maneira, essa adição foi crucial para tornar World at War um novo game e não uma mera expansão. O modo cooperativo também conta com um esquema de níveis e pontos de experiência, propiciando bons momentos de diversão, mas não chega aos pés do modo multiplayer.

O melhor: modo multiplayer

Call of Duty 4: Modern Warfare é conhecido por todo o globo como um dos melhores games multiplayer já criados. World at War segue à risca esse reconhecimento mundial e apenas altera o cenário contextual, bem como adiciona certas animações e modos de jogo.

O jogador, como ocorre no quarto game, começa uma carreira militar ao iniciar sua participação em tiroteios online. WaW possui um sistema de contas online, portanto perfis diferentes podem ser salvos online em uma mesma conta criada previamente.


Matando, jogando e participando até o fim de partidas criadas dentro dos diferentes modos, o gamer adquire pontos de experiência e tem a possibilidade de subir de posto. Há mais de 60 níveis variados em WaW, sendo que algumas patentes desbloqueiam muitos bônus extremamente úteis. Como é possível criar uma classe a partir do zero, as possibilidades são muitas.

Não apenas largar uma granada antes de morrer ou causar mais dano, mas também ressuscitar aliados e outras ações diferentes. Outra novidade é a aparição de bônus também para o combate mecanizado, ou seja, enquanto o gamer estiver utilizando um tanque. Radares? Sim. Artilharia? Sim. Helicópteros? Não mais, pois são cachorros que aparecem como forma de auxílio. Aliás, um excelente auxílio.

Cuidado ao atirar em campo aberto. Conforme o Baixaki Jogos havia constatado no teste com a versão demonstrativa do modo multiplayer, era de se esperar que a versão completa seria ainda mais impressionante. E é. A variedade de cenários combina fortemente com a diversificação de modos (alguns não muito convencionais, como War, a ocupação de bases consecutivas) e com a jogabilidade prática, tornando a experiência simplesmente maravilhosa.

Uma produção de qualidade

No PC, World at War é quase um filme sobre guerra. As nuanças que a Treyarch criou em dezenas de animações e efeitos gráficos fazem com que o jogador praticamente pare e assista a pancadaria. Corpos voando, zunido de balas, granadas de luz, explosões em abundância, aviões caindo, lança-chamas em ação, tudo contribui para uma intensidade visual de alta qualidade.

Graficamente, não é possível reclamar abertamente. No entanto, muitos objetos não oferecem interação e, supostamente, deveriam oferecer, como algumas vidraças. O típico "pop-in" de certas texturas e formas é inevitável, tamanha a quantidade de detalhes na tela. Mas, ao contrário de Far Cry 2, World at War não enche os olhos dos gamers com grandes falhas técnicas.

Eficaz é pouco.Sonoramente, o jogo é plenamente satisfatório. Não há nada de espetacular no som de objetos e dos disparos das armas, mas o trabalho de vozes e ambientação sonora como um todo são muito interessantes. Bem, sem o som, metade do clima de "Segunda Guerra Mundial" vai por água abaixo.

Call of Duty: World of War é uma opção definitiva para todos aqueles que procuram um game divertido, emocionante e tecnicamente bom. No momento em que esta análise foi escrita, pode-se afirmar que a série atingiu o seu ápice.
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Média de notas:9,5
Total de votos:482

 
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