E3 2009: O que acontece quando um caçador de dragões transforma-se em uma de suas presas?
Divine Divinity e sua derivação, Beyond Divinity, podem não ter agradado a todos, mas acabaram conquistando um sectário fiel que por sua vez credenciaram a produção de um novo capítulo da saga de RPGs desenvolvidos pela empresa belga, Larian.
Os jogadores são transportados uma vez mais para as flageladas terras de Rivellon, um mundo repleto de magia, cujas guerras do passado fragmentaram antigas alianças. Por muito tempo uma paz efêmera reino pelos campos devastados de Rivellon, no entanto tudo indica que os demônios de outrora estão retornando, trazendo com sigo uma ameaça muito pior do que os velhos e ameaçadores dragões.
Você encarna na pela de um Caçador de Dragões, que cruza as terras de Rivellon livrando o povo do terror causado pelas criaturas místicas. Mas há muito mais por debaixo da sua armadura e a última Electronic Entertainment Expo revelou novo detalhes dessa promissora aventura.
Muitas possibilidades
Para quem não está familiarizado com Dinity 2 basta apenas dizer que o jogo promete ser a epítome dos jogos “abertos” nos quais as ações do jogador constroem a trama e alteram o final da história diretamente.
Em linhas gerias, duas pessoas diferentes poderiam embarcar na jornada proposta pelo título e desenvolverem tramas completamente distintas. Segundo a desenvolvedora, a empresa belga, Larian, existem de 15 a 20 soluções diferentes para cada missão presente no jogo.
A campanha single player trará mais de 40 horas de jogo, algo essencial para os fãs de RPG que procuram longevidade nos títulos do gênero. A trama principal subdivide-se em várias sendas secundárias — sendo que todas afetam diretamente o final da história.
Isso porque caso você se recuse a realizar uma determinada missão, outro NPC (personagem não controlado pelo jogador) poderá se oferecer para realizá-la. Caso o pobre coitado venha a perecer ao tentar realizar a missão isso pode prejudicar a sua imagem, ou quem sabe bloquear outras buscas que esse NPC ofereceria no futuro.
Coração de Dragão
Outro ponto interessante é que o título não possui um sistema de classe, portanto você poderá evoluir vários aspectos do seu personagem sem se preocupar com quaisquer restrições. Assim os poderes de Dragão, herdados de seu treinamento na academia de caçadores, tornam-se ainda mais interessantes.
Isso mesmo, ao se tornar um caçador de dragões você é imbuído com a essência do Lorde Dragão, habilitando assim alguns poderes próprios das criaturas mágicas. Entre essas habilidades místicas estão a possibilidade de cruzar os céus de Rivellon e até mesmo a capacidade de cuspir bolas de fogo.
Mas sem sombra de dúvida uma das habilidades mais úteis é a possibilidade de ler a mente dos outros NPCs. De fato algumas das variações da história podem ser alcançadas através desse poder. Ler a mente de um determinado NPC pode habilitar uma solução diferente para um determinado problema, ou quem sabe desbloquear uma nova senda. Sem contar que você nunca mais será enganado por aquele comerciante ganancioso.
Ego Draconis
Graficamente as versões para PC e Xbox 360 não parecem se diferenciar muito. Na realidade as diferenças entre as duas edições só aparecem no sistema de controles. Divinity II deve rodar com a engine Gamebryo, popularizada pelo excelente Elder Scrolls IV: Oblivion, mas com diversas melhorias e extensões.
O sistema de combate promete ser variado. Além de permitir que você pare a ação para selecionar alvos e habilidades, o jogo também permitirá que você convoque parceiros para auxiliá-lo nas lutas mais ferrenhas.
Divinity II: Ego Draconis está agendado para setembro desse ano e é uma exclusividade da Microsoft, com versões para o Xbox 360 e PC.