Jumpgate Evolution promete ser épico.
O que soaria mais espetacular que batalhas espaciais? Batalhas espaciais gigantes, essa é a resposta e é exatamente o conceito por trás de Jumpgate Evolution (JGE). Os desenvolvedores da NetDevil se basearam em títulos como X-Wing e Wing Commander para montar a ideia do jogo e demoraram cerca de dois anos construído a obra.
Na realidade, houve um grande atraso em relação a data de lançamento que era para ser 23 de Junho desse ano e até agora nada. O que aconteceu foi que os produtores resolveram refinar seu produto e melhoraram aspectos em relação à jogabilidade e efeitos visuais, tudo para que Jumpgate Evolution passe a impressão de ser realmente épico.
Por “Épico” entenda que as batalhas são enormes
Esse MMO não é dos mais comuns. Para começar, o jogo possui sua prioridade de jogabilidade baseada na ação com a necessidade dos jogadores executarem diversas manobras, disparar nos inúmeros inimigos e sempre planejar rapidamente a próxima tática de combate em vez de ter foco em cortar madeira, melhorar a armadura e clicar nas criaturinhas com nome vermelho.
Apesar de utilizar personagens para exibir os jogadores, o jogo é exclusivamente de naves. Então, não espere poder estacionar em um planeta para dar um passeio, mesmo porque há muito o que explodir com seus lasers. E por MMO, não pense que haverá muitos jogadores espalhados pelo grande cenário, pois os conflitos exigirão que cerca de 150 naves de jogadores entrem em uma verdadeira guerra nas estrelas em um só local do mapa. É claro que se você quiser dar meia volta e fugir da peleja a escolha é sua, mas será um grande desperdício da chance de melhorar seu personagem derrotando adversários e de se divertir ao mergulhar em ação alucinante.
As possibilidades estratégicas em Jumpgate Evolution são grandes. Nas batalhas, você vai depender em muito da vantagem numérica para cumprir as missões. Você vai querer pelo menos um aliado para que um dos dois (você ou o aliado) sirva como distração para um ataque secundário com melhor possibilidade de fazer mira e atirar sem ser vítima do fogo inimigo.
Já nas grandes batalhas, você pode contribuir caçando um alvo e em seguida, para evitar riscos desnecessários, se distanciar do campo de batalha para depois voltar e abater outro. E todas aquelas cenas típicas de duelos entre naves serão realizadas pelos jogadores, com pilotos habilidosos executando diversas manobras para poupar a nave de danos ou perseguindo impiedosamente um alvo tentando pegar os lados cegos (lugares que o jogador não consegue ver).
E como se não bastasse as proporções plausíveis que as pelejas podem alcançar, algo que não poderia faltar foi muito bem criado pelos desenvolvedores: os efeitos visuais e sonoros. O que seria das cenas de Star Wars sem todos aqueles efeitos nas cenas de naves? Em Jumpgate Evolution os lasers, jatos e explosões enchem a tela de vivacidade, assim como o cenário bem construído que simula um cosmos diversificado de corpos celestes.
Cerca de 95% da aventura ocorre no ambiente de espaço a dentro, o resto são as passadas em bases e estações estelares para garantir que sua nave receba as melhorias que forem precisas para compensar a habilidade dos outros jogadores (ou a sua inabilidade mesmo). Enfim, tratando-se de uma nave sobre naves, naves é o que não pode faltar e uma quantidade absurda de modelos estará disponível, mas não para todos... Em JGE, você só pode pilotar novos tipos de naves quando seu personagem adquirir a licença para isso, o que tomará muitos pontos de experiência.
Saga espacial e roteiro de mesma proporção
Uma coisa da qual a NetDevil se orgulha é ter eliminado tutoriais chatos em JGE e textos gigantes para explicar o enredo. Você entra em ação em pouco tempo e pode realizar as ações básicas da nave como direcionar e mover ela com o próprio mouse. Aos poucos, novos comandos são passados sutilmente com alertas que notificam que o sistema de armas está online ou que o sistema gerador de escudo voltou a funcionar, permitindo aos poucos – e de forma legal – que o jogador aprenda tudo que precisa.
Jogadores podem se tornarem mestres caso eles abandonem o diagrama mais simples de controles, que inclui a utilização do mouse para movimentar a nave, para um mais complexo que usa outros botões. Isso pode ser complicado no começo, todavia torna muitas manobras mais praticas como a de girar a nave para pegar de surpresa aqueles atrás de você. Também, facilitando o emprego de todas suas armas com teclas de atalho para depositar minas, usar algum item, ativar uma sonda, lançar mísseis e outros brinquedos perigosos.
Outro detalhe pensado pelos designers de JGE é que ninguém gosta de ficar lendo textos longos quando estão na “cidade”. No caso, o jogador recebe seus objetivos em transmissões durante seus voos, o que permite que o jogador possa dedicar sua atenção em textos curtos enquanto não faz nada além de propulsionar seu personagem pelo espaço.
As missões também fogem do padrão desprezível da maioria dos MMOs. As mentes por trás do jogo imaginaram como seriam missões espaciais e eles concluíram que não faria muito sentido o clichê de falar com alguém que explica um problema e no fim ter que matar 12 “algumas coisas”. As missões em JGE são mais compreensíveis como receber um chamado de emergência que requer sua presença em algum setor e lá descobrir um ataque de 12 “algumas coisas” ou receber ordens de patrulhar uma área e ao chegar do local uma série de eventos começa a se desencadear.
Para suportar toda essa aventura intergaláctica, uma bela história foi bolada, abrangendo todos os 60 setores do espaço que podem ser explorados pelos jogadores. Como no primeiro título, Jumpgate: The Reconstruction Initiative, existem três facções de humanos com características distintas que podem ser escolhidas pelo jogador. Uma é de ladrões, outra é de militares alienados e a última é composta por uma civilização que acredita em um culto e suas crenças dogmáticas. Todas essas nações sofrem ataques de uma raça alienígena que deseja extinguir todo o tipo de forma de vida.
JGE vai ser bem badalado
Apesar de os conflitos contra outros jogadores merecer destaque, os inimigos sem alma também merecem seus créditos por suas coreografias em combate. Eles podem estar em vários lugares, como protegendo uma base que pode ser explodida pelos jogadores – parte de uma missão – ou estarem surgindo de seus spawn points. Esses pontos de materialização de adversários artificiais usam como disfarce o roteiro no qual portais de saltos quânticos são criados pela raça inimiga dos humanos para transportar suas tropas. Então, os inimigos não vão simplesmente surgir do nada, eles serão teletransportados de outra região secreta do espaço.
Falando em saltos quânticos, não poderiam faltar as tecnologias que facilitam o transporte dos jogadores e assim as longas viagens podem ser encurtadas. Uma imensidão de espaço a ser explorado com batalhas cheias de ação e desenvolvimento de personagem são motivos de sobre para que mais de 150 mil assinaturas fossem realizadas em pouco tempo só para jogar a versão de testes.
É importante deixar como referência final sobre o aspecto de JGE que ele é um jogo focado em ação. De fato há elementos mais característicos de MMO como a possibilidade de controlar uma nave mineradora para fazer uma graninha, mas o que contará nas batalhas espaciais será sua capacidade de manobrar e atirar.
E o PvP merece sua estrelinha dourada, pois envolve rivalidade entre clãs movida pelos lucros de batalha onde um grupo pode construir sua própria estação espacial e colocar seus integrantes em funções variadas como mineradores, engenheiros e soldados, sendo que outros grupos farão o mesmo e algo semelhante com as guerras entre castelos medievais certamente ocorrerá, só que em proporções estupidamente maiores.