Retorne ao mundo sombrio de Chernobyl.
Visto o sucesso alcançado por S.T.A.L.K.E.R.: Shadows of Chernobyl — aclamado por conta da jogabilidade precisa e pela atmosfera sustentada por um enredo muito bom — não era de se duvidar que os desenvolvedores resolvessem trabalhar em uma continuação.
Assim, poucos meses após o S.T.A.L.K.E.R.: Shadows of Chernobyl chegar às prateleiras, os engenheiros ucranianos da GSC Game World logo anunciaram que uma seqüência para o game deveria ficar pronta já no começo de 2008.
Os prazos mudaram e as inovações aumentaram, e agora S.T.A.L.K.E.R.: Clear Sky, que começou apenas como uma expansão para Shadows of Chernobyl ganhou vida própria e muito já se especulou sobre o futuro da série.
Desta vez você retorna ao cenário pós-apocalíptico do título original — um dos jogos de tiro mais vendidos de 2007 — a versão fictícia da usina termonuclear de Chernobyl, que explodiu duas vezes, espalhando radiação pelo local e alterando a fauna e até as leis da física no local.
O coração das trevas
A trama gira em torno de um Stalker, que deve guiar uma equipe de cientistas até o coração de Chernobyl, no centro da zona de exclusão. O objetivo desta trupe, descobrir os segredos por trás de estranhos picos energéticos que se espalham pela zona de exclusão.
Estas anomalias energéticas começaram a pipocar pela região após o segundo (e fictício) da malfadada usina termonuclear de Chernobyl. A área flagelada pela radiação transformou-se no berço de uma série de aberrações mutantes.
As agressivas criaturas não servem de empecilho para a ganância dos humanos que constantemente arriscam-se pelos meandros da zona irradiada a procura de valiosos artefatos radioativos.
Em meio à jornada ao olho do furacão, um novo distúrbio energético provoca um terremoto devastador que acaba vitimando o grupo de cientistas. Sozinho o Stalker, deve lutar para sobreviver aos perigos da zona de exclusão e encontrar um caminho de volta.
Prólogo do inferno
Os eventos de S.T.A.L.K.E.R.: Clear Sky se passam um ano antes do jogo original, Shadow of Chernobyl e coloca o jogador na pele de um Stalker chamado Scar, um mercenário que de alguma forma tornou-se imune as anomalias radioativas da zona de exclusão.
Como no título anterior você poderá explorar livremente o mundo devastado de S.T.A.L.K.E.R. e o melhor de tudo é que os jogadores poderão aliar-se a qualquer uma das facções, explorando as melhores alternativas comerciais.
Além das criaturas mutantes, o Scar também terá que lidar com outros Stalkers e seus clãs, cada um com seus próprios planos e objetivos. A inteligência artificial está ainda melhor do que antes, e perambulando pela zona radioativa você poderá perceber o comportamento realista dos NPCs.
No quesito multiplayer (um dos pontos altos do predecessor direto de Clear Sky) o jogo trás os tradicionais modos Deathmatch e Team Deathmatch, além do retorno de Artifact Hunt — presente em Shadow of Chernobyl — e para finalizar, a GSC Game World está trabalhando em um novo modo de jogo com suporte para 32 jogadores simultâneos.
Sem muitos detalhes a respeito deste ambiente que beira os MMOs, a equipe de desenvolvimento revelou apenas que a modalidade trará uma dinâmica de jogo no estilo Capture-the-Flag.
Até o momento, Clear Sky está apresenta boas novidades para uma idéia que já mostrou funcionar no passado, aliando de forma inteligente elementos de combate tático com RPG.
Certamente ouviremos falar mais de S.T.A.L.K.E.R.: Clear Sky durante a próxima E3, que acontece entre os dias 15 e 17 de julho.