A nova seqüência da famosa série de estratégia chega com gráficos melhores do que nunca, focalizando no detalhamento do cenário, que pretende passar a idéia de um mundo real. Rise of an Empire traz quatro civilizações que se desenvolvem em zonas climáticas diferentes, as quais causam impacto na maneira como os recursos naturais são conseguidos e mantidos.
O objetivo de Rise of an Empire continua o mesmo de toda a série The Settlers: construir uma sociedade medieval que atenda às necessidades de seus habitantes, o que inclui alimentação, proteção, entretenimento, entre outros; guerrear, quando necessário, perdendo ou acumulando território.
Um mundo medieval detalhado e realista
O detalhamento de tudo o que ocorre é uma das grandes preocupações da Blue Byte, quando se trata de Rise of an Empire. A câmera continua focalizando de perto os habitantes da cidade, mostrando-os fazendo suas atividades, satisfeitos ou não com a sua administração.
As construções também são representadas com uma beleza artística, recebendo a atenção nos mínimos detalhes, como a representação dos tijolos nos telhados e as decorações das janelas e portas. Ao se afastar para áreas com quantidades menores de construções, pode-se ver claramente pequenos animais selvagens, como coelhos, mesmo que estejam escondidos entre a vegetação.
Essa configuração oferece mais do que um belo visual: afeta a jogabilidade. O jogador se sente num mundo mais realista, e, ao mesmo tempo, tem a vantagem de perceber o que ocorre à sua volta para tomar melhores decisões. Por exemplo, é possível saber que uma civilização está progredindo de maneira satisfatória, quando se observa pessoas trabalhando, o que significa que estão tendo suas necessidades supridas; e há grandes vantagens em ver pequenos animais escondidos, que podem servir de caça, bem como peixes próximos à margem de rios, que se tornam presas fáceis.
Diferentes regiões, diferentes desafios
A administração de uma civilização é diretamente afetada pela região climática onde se escolhe desenvolvê-la. Mas, em todos os lugares, o começo é o mesmo: tem-se uma pequena cidade, com poucas construções em volta de uma praça, onde se desenvolve o comércio.
Para expandir uma cidade, é preciso ter mais construções, como casas e comércios (panificadoras, casas de queijo, açougues). E, para manter essa economia crescente, obviamente, é necessário supri-la com matéria-prima, como madeira, a partir do corte de árvores — para a construção de novos estabelecimentos — e alimentos, a partir da caça e pesca. Além disso, não se pode esquecer do entretenimento da população, que precisa de momentos de descontração após longos períodos de trabalho.
Toda essa administração se torna mais complexa, quando se trata de locais distintos. As diferenças entre a região norte, central e sul da Europa e o norte da África não se restringem a diferentes representações gráficas dos climas: em cada região se joga de maneira diversa, pois os recursos naturais são afetados diretamente por essas configurações, o que significa que a administração também deve ser diferenciada.
Por exemplo, no norte da África, é necessário ponderar como caçar os animais selvagens maiores, como zebras e gazelas, que também são presas de leões famintos — grandes adversários dos caçadores. Lá, o cenário é desértico e, por isso, há muita escassez de água. Para captar esse recurso natural é preciso mandar um veículo buscá-lo fora da cidade — mas também deve-se ter cuidado com o ataque de povos hostis, que podem roubar o seu veículo, se ele estiver desprotegido durante o trajeto.
As batalhas com outros povos são bem sucedidas quando, obviamente, se tem força militar à altura, mas, principalmente, quando a civilização está se desenvolvendo de maneira satisfatória, com a população tendo suas necessidades satisfeitas. Como nos outros títulos, quando os inimigos abandonam uma batalha, pode-se ficar com seus grandes equipamentos de guerra, como catapultas e torres. Os inimigos também são únicos de acordo com a região escolhida, como no sul da Europa, onde se pode sofrer o ataque de vikings, que incendeiam a cidade e raptam as mulheres.
Belos gráficos nos mínimos detalhes
A qualidade gráfica é uma das características que mais se sobressaem em The Settlers: Rise of an Empire, possibilitando que se represente cada região de maneira única, como o norte da Europa, que parece um cenário da Era Glacial, com neve constante e blocos de gelo flutuantes nos lagos, que congelam pouco a pouco.
Os gráficos têm melhor tratamento artístico, sendo mais belos e mais suaves do que o título anterior. É constante a representação de cada detalhe do cenário, e a textura das diferentes superfícies — como areia, água, grama — é bem trabalhada, bem como toda a grandeza das paisagens de cada região. A beleza das construções e animações, mesmo quando vistas de perto, aliada à jogabilidade afetada pelo clima, prometem fazer de Rise of an Empire um título aclamado pelos fãs de um bom jogo de estratégia.
The Settlers: Rise of an Empire será lançado somente para PC em setembro de 2007.