Quando Pokémon Conquest foi anunciado, por mais popular que os monstrinhos de bolso sejam, parte dos fãs permaneceu com um pé atrás em relação ao título. Isso porque, como o nome original do game sugere (Pokémon + Nobunaga’s Ambition), o game é um cross-over bastante inusitado entre a série da Nintendo com Nobunaga’s Ambition – franquia de games de estratégia bastante popular no Japão.

O jogo inteiro se passa em Ransei, um continente-ilha aos moldes do Japão dividido em dezessete reinos diferentes. De acordo com uma lenda, quando alguém conseguir unificar todos eles, o pokémon lendário que criou a região irá acordar.

Como não poderia deixar de ser, isso motivou uma série de guerreiros a tentar dominar toda a região para conhecer a figura mística. Na pele de um deles, o lorde do reino de Aurora, você deve entrar na corrida pela conquista total, além de enfrentar o terrível Nobunaga – um lorde que planeja utilizar o poder dos pokémons lendários para destruir toda Ransei.

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Uma grande combinação

Se havia qualquer medo que o cruzamento do universo Pokémon com Nobunaga’s Ambition resultasse em um jogo esquizofrênico, isso felizmente não aconteceu. Ao levar os famosos monstrinhos da Nintendo para o campo da estratégia, a Tecmo Koei e a Nintendo acertaram a mão ao criar um game bastante divertido e interessante.

Todo o jogo é dividido em duas grandes fases. Há sim as batalhas de campo, em que cada treinador comanda um único pokémon pela arena na busca pela vitória (que pode ser obtida com a derrota de todos os oponentes ou pela conquista de bandeiras localizadas em pontos estratégicos do campo).

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No entanto, especialmente após conquistar novos reinos, é necessário administrar também o seu território. Para isso, o jogador deve comandar outros treinadores (recrutados pelo seu exército durante a aventura) e espalhá-los em meio a sua região para defendê-la do ataque de inimigos – afinal, você não é o único conquistador de Ransei. Tudo isso mantém o jogador ocupado e torna a campanha bastante desafiante e divertida.

O poder da tática

Com um visual semelhante ao de Final Fantasy Tactics, as batalhas de Pokémon Conquest exigem não somente treinadores experientes e pokémons poderosos no seu time, mas também bastante planejamento – algo que torna bastante importante conhecer o seu oponente.

Desse modo, ao enfrentar um exército de pokémons de fogo, por exemplo, é bastante interessante levar um time composto por monstrinhos aquáticos. Ao mesmo tempo, a arena em que ocorrem as batalhas também pode influenciar em seus rumos.

Img_normalAlém de contar com campos especiais, como rios ou poças de magma (benéficas para pokémons de água e fogo, respectivamente), cada estágio também oferece alguns elementos únicos como atalhos escondidos e represas que, quando postas abaixo, são capazes de inundar parte do campo. Tudo isso cada partida de Pokémon Conquest uma experiência única e interessante.

A ligação com o seu Pokémon

O game também utiliza um sistema de experiência bastante instigante. Chamado de “Link”, ele representa a conexão entre cada treinador e seus pokémons. Quanto maior ela for, mais forte se torna não apenas o seu pokémon, mas também os seus ataques – além de essa ser a chave para que os monstrinhos evoluam.

Além disso, essa ligação também permite que cada treinador tenha habilidades especiais que podem ser ativadas durante a batalha. Desse modo, dependendo de quem você estiver controlando, é possível aumentar a mobilidade de seu Pokémon ou então recuperar uma quantia de pontos de vida.

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O game também inova ao permitir que os guerreiros evoluam. Isso mesmo, após adquirir um certo grau de experiência, os treinadores “se transformam”. Além de trajes mais imponentes, isso também habilita novas habilidades, por exemplo.

Ransei, terra da diversão

Se você procura um jogo para se dedicar bastante, Pokémon Conquest é uma ótima oferta com cerca de 50 horas de jogo. Isso porque, após o término da campanha principal, o game habilita um novo modo com cerca de trinta episódios estrelados por outros personagens.

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Além de oferecer oponentes mais avançados, os novos desafios oferecem objetivos bastante diversos (como controlar uma determinada área do mapa, por exemplo). Além de complementar a história, isso será capaz de entretê-lo por muito tempo. Além disso, quando tudo mais acabar, sempre é possível enfrentar o exército de um amigo.

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Dedução é preciso

Pokémon Conquesrt apresenta uma mecânica de jogo mais complexa do que aquele que o fã comum da franquia milionária da Nintendo está acostumado. Ainda assim, o jogo consegue apresentar os elementos básicos do game de maneira bastante agradável e interessante, sendo a campanha principal quase inteira pode ser encarada como um grande tutorial.

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Apesar disso, muita coisa ainda precisa ser descoberta pelo jogador (como o sistema de energia ou então como alguns pokémons se locomovem pelo cenário). Por mais que forçar o jogador a ler um manual de instruções antes da partida seja algo extremamente chato, seria interessante se fosse mais fácil encontrar algumas informações dentro do próprio game.

vale a pena?

Pokemon Conquest é resultante de uma fusão de duas séries bastante distintas. Mesmo assim, a Tecmo Koei fez um ótimo trabalho ao aproveitar os melhores elementos de cada franquia na criação de um universo bastante interessante.

Tudo isso faz com que não seja nem um pouco difícil se apaixonar pelo reino de Kansei. A partir do momento em que você e seu Eevee partem em busca da conquista do continente, será difícil parar. Ao mesmo tempo, o game também oferece bastante motivação para você continuar a se empenhar mesmo após a queda de Nobunaga e o encontro com Arceus.

Desse modo, os desenvolvedores conseguiram a façanha de criar um jogo recomendável não apenas para fãs de estratégia e/ou Pokémon, mas para qualquer pessoa. Se você tem um Nintendo DS, saiba que o portátil acabou de receber mais um ótimo título.