Quando se fala em um jogo de cãezinhos adoráveis em uma plataforma da Nintendo — apesar de que esse jogo também sairá no PlayStation 2 — podemos ter a impressão de que já vimos isso em algum lugar: Nintendogs (série lançada em 2005, para o Nintendo DS). The Dog Island parece ser o mesmo jogo numa plataforma diferente, mas não é: enquanto o jogo do DS é um simulador — no qual se tem a possibilidade de cuidar de um cachorro desde sua infância, dando-lhe atenção e ensinando-lhe truques — o novo jogo da desenvolvedora Yuke's é um RPG.
Aqui, o jogador passa por vários cenários, incluindo locais com neve e outros desérticos, devendo visitar diversas cidades, conversar com seus habitantes e até comprar itens em lojas, percorrendo um enredo linear. Toda essa aventura, que se passa em vários cenários em Dog Island (que é uma localidade no jogo), é motivada pela busca de uma flor lendária, que é a única esperança de cura do irmão do protagonista, que está muito doente.
Um mundo totalmente habitado por cães
Como o nome do jogo já anuncia, todos os personagens são cães e nada mais verossímil do que eles se comunicarem latindo — mas sabemos sobre o que eles estão falando através de legendas. O jogador pode escolher o seu personagem dentre uma variedade de 48 espécies — todos baseados na coleção The Dog da Artlist, uma das febres de moda mais recentes, na qual os animais são representados com a cabeça maior do que o resto do corpo.
Na pele de um desses meigos animais, não seria de se esperar que houvesse um sistema de batalhas, como é comum em jogos de RPG. Ao invés disso, há diversos objetivos a serem cumpridos, baseados em uma jogabilidade interessante, que aproveita criativamente o fato de se estar em um mundo constuído por cães. Um desses objetivos é colecionar cheiros, o que, novamente é bem verossímil para um cachorro.
Quanto maior a sua coleção de cheiros, mais vida o seu cão ganha. Esse sistema funciona da seguinte maneira: enquanto se está andando pela cidade, é possível farejar o cenário em busca de novos itens enterrados no solo. Com a ajuda de um termômetro que aparece na tela, você sabe se está perto ou longe de algo. Quando, finalmente, localiza o item (que geralmente é uma fruta ou uma erva), o cachorro começa a desenterrá-lo, podendo, então armazenar o seu cheiro, para reconhecê-lo das próximas vezes que o vir.
E, com certeza, há muito o que ser descoberto em Dog Island, visto que o cenário é grande e bem variado, possibilitando bastante exploração e interação com vários elementos. Em sua aventura, o jogador também passa por diversos minigames, os quais incluem pescar, colecionar insetos, jogar futebol e apostar corridas. Ao terminar, satisfatoriamente, cada uma dessas tarefas, o jogador pode ir a uma loja e comprar acessórios para o seu cão, como chapéus, óculos e roupas.
Mas, nem tudo é tão calmo em Dog Island, como se poderia supor: não ter um sistema de batalhas, não significa que não há inimigos por perto. Gorilas, cobras e javalis são alguns dos inimigos que aparecem freqüentemente e, apesar de não atacarem, o personagem perde um pouco de vida, quando eles o ameaçam. Esses adversários podem ser nocauteados ao serem pegos de surpresa com o cachorro latindo por trás deles, depois de se aproximar sem ser visto.
Mas o personagem não precisa nocautear o inimigo, obrigatoriamente, pois os adversários podem ser facilmente evitados, quando se passa a uma certa distância deles. A esquiva é facilitada pelos indicadores que aparecem acima de suas cabeças, mostrando se eles estão dormindo, se estão apenas preocupados com seus próprios afazeres, se estão em estado de alerta com a sua presença, ou se encontram-se tontos depois de serem nocauteados.
Controles simples e gráficos suaves
Como seria de se esperar, a versão do jogo para o Nintendo Wii apresenta um esquema de comandos diferenciado, que se destaca por ser mais intuitivo. O Nunchuck não é utilizado neste jogo, sendo que o personagem se movimenta na direção em que jogador aponta o controle remoto. O botão B faz com que o cachorro corra na direção desejada e o A faz com ele interaja com os objetos e com os outros animais. A ação de farejar por objetos enterrados é praticada, quando se mantém pressionado o botão A, e as diversos visões de câmera são alternadas pelos botões direcionais digitais.
Os gráficos são bem coloridos e suaves e o que chama mais a atenção é justamente o desenho dos personagens, representados de maneira cativante, nesse jogo que apresenta características criativas ao tratar de um mundo inteiramente habitado por cães.
The Dog Island será lançado para o Nintendo Wii e o PlayStation 2 em data ainda a ser anunciada.