Embora a história de Condemned 2 não esteja exatamente focada no problemático Ethan Thomas, os demônios pessoais do detetive ainda representam uma boa parcela... além de dar um tempero a mais no jogo. Não bastasse o fato de Thomas ainda padecer com as visões de uma espécie de realidade oculta, ainda há o seu acentuado problema com o alcoolismo (às vezes necessário até para mirar com uma arma). Some-se isso à existência de um passado sombrio, e o que se têm já no início é um Ethan Thomas mais exausto e amargo do que nunca jogado na sarjeta e bêbado.
Um dos fatores por trás desse contundente efeito é sem dúvida os visuais dos cenários, que transmitem sempre aquela inconfundível impressão de desalento que somente um grande centro urbano decadente é capaz de provocar. Desde o começo na sarjeta, passando por todo tipo de entulhos, entrando através de lojas e até mesmo de hospitais, a impressão que dá é mesmo de uma cidade afligida por um mal indizível. Some-se isso a dúzias de criatuas horrendas, à quase absoluta falta de uma fonte de luz decente e ao fato de se ter os constantes avisos (de uma forma bem criativa) de um personagem tão perturbador quanto o inimigo, e o que se tem é um clima de horror absolutamente primoroso e convincente.


