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Pro Evolution Soccer 2009

Análises
Análise do Baixaki Jogos
Análise dos Usuários (33)
  AVALIAÇÃO
7,8
Jogabilidade: 
8.0
Gráficos: 
7.5
Áudio: 
7.0
Diversão: 
9.0
Desafio: 
7.5
Prós:
O modo Become A Legend certamente é muito promissor, bem como as partidas online com quatro jogadores para cada lado. As novas licenças oficiais acrescentam muito a apreciação do jogo.

As inovações na jogabilidade tentam trazer mais realismo as partidas, ao mesmo tempo em que desfazem os grandes problemas da edição 2008 — muito contestada pelos fãs da série.


 
Contras:
Falta profundidade nas inovações, sendo que a maioria delas se baseia em conceitos já utilizados pelo grande rival da franquia PES, a série FIFA. As animações estão melhores do que na última edição, mas ainda apresentam algumas falhas gritantes.

Os novos modos de disputa online são uns dos grandes destaques do jogo, mas o lag acaba depreciando muito a experiência.

muda cor do texto
Novo título da franquia PES leva um cartão amarelo.
Ao que tudo indica os anos dourados de supremacia no PlayStation 2 fizeram muito mal para a evolução da série Pro Evolution Soccer. Habituada a triunfos consecutivos, a franquia parece ter relaxado um pouco e dava indícios de que estava muito acomodada.

Se durante o reinado do PlayStation 2 a linha, então conhecida como Winning Eleven, era o campeão absoluto dentre os títulos de futebol. A sétima geração de consoles reservou uma surpresa um tanto amarga para os desenvolvedores e fãs da franquia.

Ao mesmo tempo em que o maior rival, a série FIFA Soccer da Electronic Arts, aprimora-se a cada temporada, Pro Evolution Soccer ainda pena para conseguir apresentar um título de impacto nos consoles de última geração.

Atenta ao crescimento de FIFA, a Konami resolveu dar mais atenção ao “campeonato” deste ano e preparou um pacote de novidades para os boleiros de plantão. Jogabilidade revitalizada, novas modalidades e até mesmo algumas licenças oficias foram apenas algumas das iniciativas tomadas para assegurar o título da temporada.

Mas parece que desta vez Pro Evolution Soccer terá que se contentar com a vaga para a copa continental. O jogo dá um grande passo, ou seria um passe, para retornar a elite do futebol, mas são evoluções ainda tímidas e insuficientes para alcançar o salto, ou seria um lançamento, de seu grande rival.

Pro Evolution Soccer 2009 tem uma equipe de alto nível, mas aparentemente faltaram algumas peças de reposição. A Konami percebeu que a série estava taticamente debilitada, abusando da anarquia arcade privilegia o prazer de jogo imediato, mas efêmero.

Para mudar o jogo os desenvolvedores preferiram um ação mais ponderado, mais calma e consistente, menos inclinada às goleadas sem sentido de épocas passadas. Mas nem tudo está perfeito, a fluidez de jogo ainda puxa demais para as tradicionais arrancadas que atravessam o campo inteiro.


De volta as origens

Como a Konami já havia adiantado, a jogabilidade desta nova temporada de Pro Evolution Soccer é fortemente baseado na dinâmica de controles e fluidez de movimentos do idolatrado PES 5, um dos títulos de maior sucesso da franquia. Mas seria esta a melhor solução para uma franquia que anseia por novidades?

De alento para o coração dos fãs mais ardorosos — que contestaram muito as mudanças de PES 2008 — fica o fato de que a jogabilidade mudou muito. Desta vez os movimentos estão mais fluidos, ao contrário do que se viu na edição 2008, mas o controle da bola é um tanto estranho.

Além disso, os dribles e outros movimentos de efeito agora são controlados automaticamente, o que tira um pouco da diversão e dificuldade do jogo. Entretanto, a incorporação deste sistema torna o jogo muito mais acessível aos novatos.


Couro na grama


A física da bola apresenta alguns problemas muito sérios. A pelota tende a se comportar de uma forma estranha em determinados lances, mostrando algumas “quebras” que acabavam prejudicando o ritmo de jogo.
Eu sou bom mesmo!

Já quando a gorduchinha está no pé de um craque a história é totalmente diferente; agora a bola não parece ser autocolante e não fica mais “grudada” ao pé do atleta, sendo que se você não tiver habilidade suficiente certamente irá perder o domínio da bola ao fazer uma falsa arrancada em velocidade ou um drible.

Jogo é jogo e treino é treino

Sem adentrar em nenhuma discussão sobre as diferenças entre um simulador e um título arcade, o ponto que caracterizou a série PES sempre foi a sua jogabilidade. A primeira incursão da franquia nos consoles de última geração foi com PES 6 para o Xbox 360, algo limitado e que mesmo relevando as técnicas da época, já apresentava algumas falhas nas animações dos jogadores que prejudicaram a tão desejada fluidez das partidas.

Para o PES 2009 a equipe conduzida por Seabass, refez todo a engine de física de jogo que acrescentou alguns aspectos novos, como as movimentações sem bola, arremates contra a direção do vento e a interferência do relvado na bola e no rendimento dos atletas.
O craque do Barça é a estrela da capa.
No caso das movimentações sem bola é possível observar o apoio e solicitação de passes de colegas melhor preparados para atingir a baliza (algo que já aparecia em PES 08, mas incrementado nesta edição).

Seus companheiros de equipe vão procurar o espaço “vazio”, vão fugir da marcação e pedir a bola. Os passes curtos, as envolventes tabelinhas, passam a ser executados através dos botões direcionais.

A bola não é indiferente às diversas condições do terreno e muitas vezes um passe mais longo é travado pelas poças de água que se acumulam em certas zonas do campo. De certo modo a dinâmica de jogo está melhorada e as jogadas geram-se com maior imprevisibilidade, mas algo parece fora do lugar e nem sempre a bola comporta-se da maneira esperada, nada que afete a apreciação final do jogo.

Liga dos Vice-Campeões da UEFA

Sem sombra de dúvida uma das novidades mais interessantes da nova edição é a licença oficial da Liga dos Campeões da UEFA. Mesmo que a Electronic Arts mantenha um domínio quase que absoluto sobre as licenças oficiais dos clubes e competições (todas muito bem utilizadas na linha FIFA), a Konami conseguiu fintar a concorrência e abocanhar a grande competição continental.

Mas o que parecia algo bom logo se revela como uma decepção. A licença adquirida pela Konami se limita a alguns vídeos bem conhecidos dos seguidores da competição, a música tema, que faz qualquer verdadeiro adepto de futebol estremecer e pouco de uma dezena de equipes oficiais.

Mas as semelhanças param por ai. Os grupos não são os oficiais, sendo que o sorteio é totalmente aleatório e o resultado seria praticamente o mesmo se você criasse a sua própria Liga (como a maioria dos fãs já fazia nas edições passadas).

A presença de algumas equipes devidamente licenciadas acrescenta muito ao título, em contrapartida você ainda encontrará alguns nomes deliberadamente alterados e, o que é muito pior, com plantéis extremamente desatualizados, como o Quaresma que ainda figura como titular do Porto e até mesmo o goleiro da seleção portuguesa, que aparece como sendo o guarda-redes Ricardo.


Uma lenda dos gramados

Uma das provas mais cabais de que a série PES está perdendo terreno para PA franquia FIFA é o fato de que a Konami está correndo atrás da EA Sports. As inovações apresentadas em FIFA geraram um interesse todo especial no simulador por parte dos jogadores e da concorrência.

O modo Be a Pro se mostrou um sucesso quando foi apresentado em FIFA 08, para não ficar para trás a Konami deu a sua visão do que seria controlar uma grande estrela do futebol.

O modo Become a Legend, que o mesmo molde de Be a Pro. Aqui você irá controlar apenas um jogador, começando como um mero desconhecido, participando nos tradicionais “rachões” que deverá evoluir e mostrar todo o seu valor para conquistar um merecido lugar na equipe titular.

A exemplo do que aconteceu quando o conceito foi introduzido em FIFA 08, os jogadores que não estiverem habituados a este modo irão estranhar a adaptação ao controle de apenas um atleta.

Entretanto a experiência servirá como uma excelente preparação tática para o aumento das várias características do seu jogador (criado do zero), aprimoramentos estes que são essenciais para a sua escalação entre os onze titulares.

Mas no final das contas o que é uma experiência de jogo extremamente interessante na franquia FIFA, apresenta-se de uma forma pouco lapidada e nada impressionante em Pro Evolution Soccer 09.
Acompanhe as estrelas da UEFA.

Fominha

Se já é difícil estrelar entre os titulares a coisa fica ainda mais difícil quando não se tem a ajuda de seus colegas de equipe para mostrar o verdadeiro talento. Por algum motivo alheio a nossa compreensão, os companheiros de time apresentam uma incrível indisposição em passar a bola para você.

Quando estamos livres, mas especialmente quando nos desmarcamos em profundidade é praticamente impossível se fazer notar por um colega que esteja de posse da bola. As suas constantes voltas, reviravoltas e hesitações são ainda mais incomodas neste modo, levando qualquer peladeiro ao desespero.

E como não há nenhuma forma de “forçar” ou pedir um passe na altura exata, temos apenas que fazer figa e esperar que a bola seja eventualmente passada para nós. A única intervenção possível é obrigar à pressão ao jogador que tem a bola, e pouco mais.

Quatro para cada lado

Outra pérola que chega a franquia PES depois de estrear com um sucesso estrondoso no arqui-rival FIFA são as partidas online que conjugam da mesma dinâmica individualistas dos modos Be a Pro e Become a Legend.

Através da opção de jogo Estrelas, você poderá participar de partidas online com quatro usuários para cada lado. É verdade que na edição do ano passado FIFA isto já era possível na proporção de cinco jogadores para cada lado, sendo que este ano a franquia inovou e colocou dez gamers em cada equipe, mas é bom ver que as idéias de sucesso não estão se perdendo.

Esqueci a letra do hino! Desta feita a sua postura tática dentro de campo será muito relevante para o desenvolvimento dos diversos parâmetros e estatísticas do seu “cartão de jogador”.

Mais corrida, passe curto e rápido e menos habilidade técnica é possível que a dada altura o jogador deixe de ter características que o definam como médio ofensivo e possa servir mais o interesse do treinador se jogar pelos flancos, como extremo.

Há muitas derivações neste segmento do PES e que assim asseguram uma boa longevidade ao jogo, mesmo que este modo ainda parece uma versão pouco aprimorada do que foi proposto em FIFA 08 e 09.

Mas todas as prentenções online de Pro Evolution Soccer 09 caem por água abaixo quando evidenciamos existência de “lag”, que supostamente foi atenuado, mas ainda é extremamente evidente e frustrante. O efeito de “arrastamento” em alguns jogadores e até mesmo de saltos durante as partidas acabam deteriorando toda e qualquer apreciação possível deste modo de jogo.

Grama verdinha

Em relação aos gráficos as animações estão mais fluídas e os movimentos técnicos parecem muito mais realistas. Para a alegria geral dos jogadores, as quebras na taxa de quadros por segundo diminuíram consideravelmente.

Os efeitos climáticos também estão mais definidos, sendo que além de alteraram características como a visibilidade, também afetam diretamente alguns aspectos da jogabilidade.

Mas certamente o ponto de maior destaque dos gráficos fica por conta das diferentes incidências de luz no gramado. Disputar um jogo com um sol de fim da tarde deixa uma luminosidade alaranjada enquanto a sombra vai tomando o espaço das arquibancadas.
O palco do espetáculo.

No quesito sonoro você poderá observar, ou melhor, escutar novos efeitos e falas (mesmo que as narrações ainda sejam repetitivas e pouco inspiradas). Os gritos dos jogadores em campo são particularmente interessantes.

Nó tático

Parece que Pro Evolution Soccer 2009 levou um nó tático de seu adversário, mas nem tudo está perdido. Se a nova edição da franquia deu dois passos atrás, ela não deixou de dar um passo a frente.

As inovações, mesmo que poucas e baseadas em aspectos do seu maior rival mostram que a Konami percebeu que a tradicional franquia de jogos de futebol estava perdendo terreno.

Assim podemos esperar que a edição do próximo ano reserve ainda mais novidades e melhorias, levando-se em consideração o esforça dos desenvolvedores em trazer algo novo e dinâmico.

Na realidade o ponto que mais prejudica a linha PES é o fato de que a série ainda não se decidiu se é um simulador ou um jogo arcade. Esta crise de identidade impossibilita grandes avanços em qualquer uma das direções visto que os gêneros são contraditórios.

Mesmo assim, no apito final tudo volta às origens; tocar a bola, chutar a gol, driblar os adversários é tão divertido como em qualquer outra edição da franquia e no final das contas não é esse o objetivo de um jogo?

PES 2009 surge refeito em apreciável medida, tentando solucionar algumas das falhas que prejudicavam o desenvolvimento das partidas e a verdade é que relança o vício das frenéticas peladinhas que sempre foram a marca distintiva desta série.
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