Uma civilização inteira na palma da sua mão: Black and White, o jogo no qual você assume o papel de Deus, chega aos consoles portáteis da Sony e da Nintendo. Depois de obter fama no PC, com o primeiro e segundo Black and White, além dos respectivos pacotes de expansão para cada título (o Creature Isle e o Battle of the Gods), a série estréia no PSP e DS, com a mesma fórmula de sucesso.
O objetivo do jogador, como um deus, é manter o controle dos habitantes de uma ilha, impressionando-os com atos miraculosos, para que eles acreditem no seu poder. Há a opção de agir de maneira benevolente ou maligna, utilizando-se de indulgência e compaixão, ou sendo vingativo e cruel; ou seja, o jogador pode ser um deus bom ou mau. Um ajudante importante nessas tarefas é a criatura (creature), que deve ser treinada, a fim de aprender a comandar os humanos, tornando-se, com o tempo, a manifestação do jogador nesse mundo virtual.
Em Black and White: Creatures, há dez espécies de criaturas — entre um leão, um tigre, uma ovelha e outras — as quais devem ser treinadas, para que aprendam atividades cada vez mais complexas e consigam, com o tempo, fazer boa parte do comando das civilizações sozinhas. O jogador tem a opção de ensinar a sua criatura a ser austera ou paciente, o que refletirá no modo como ela comandará o seu povo, ajudando os humanos nas tarefas diárias ou aterrorizando-os.
Há cinco tipos de itens com os quais a criatura interage: uma bola de praia, uma sacola de lixo, um humano, uma caveira e um pedaço de bolo; ela pode brincar com eles, comê-los, abraçá-los ou jogá-los no chão, destruindo-os. O papel do jogador é ensinar-lhe como agir com cada um desses elementos, o que significa que se deve reforçar ou punir suas atidudes até que ela aja por conta própria da maneira que você deseja. Por exemplo, se você quer que a sua criatura seja adorada e benevelente com os humanos, você pode ensiná-la a abraçá-los, punindo-a quando uma atitude contrária for tomada; ou, por outro lado, tem-se a opção de estimulá-la a comer ou destruir os habitantes da ilha, tornando-a temida por todos.
Além desse modo singleplayer, há diversos minigames, como o Creature Dance, no qual deve-se colocar à prova as habilidades de dança da sua criatura, além de muitos prêmios e itens para serem colecionados, que prometem dar uma vida útil mais longa ao título. Há também o modo multiplayer, no qual ocorrem combates online entre as criaturas de cada jogador.
Nessa versão para os portáteis, há dez ilhas com diversas aldeias para serem comandadas pelo jogador, cada uma oferecendo desafios únicos, devido às condições naturais de relevo e clima de cada região. Os gráficos, como aparecem nas imagens divulgadas, são compatíveis com o hardware do DS e PSP, no entanto, se comparados com a versão do PC, geram apenas decepção nos fãs da série — mas esse é um problema possível de ocorrer, quando se traz um título de PC para portáteis, ao invés de se desenvolver um jogo exclusivo para esses consoles.