Como os jogos são avaliados?
Jukebox em pixels
Lembra-se de quando você parava o carro em GTA IV ou Brütal Legend só para ouvir o rádio? Pois é, um bom “setlist” pode fazer a diferença
Precisão cirúrgica
Alguns jogos são tão precisos que o controle mais parece uma extensão do próprio corpo
A cobra vai fumar!
Certos multiplayers são capazes de transformar até mesmo a sala de estar em uma zona de guerra
Boa!
A experiência já é boa, mas um detalhe fará com que você se empolgue ainda mais
Na medida
Dos casuais aos hardcore. Este jogo oferece opções de dificuldade para todos
Curtindo com a galera
Se você pretende reunir a galera, é bom deixar este jogo pronto no video game
Cacofonia
Um avião? Uma metralhadora? Um raio? Um elefante? Difícil saber, já que os efeitos sonoros são péssimos
Talvez o “II” ali possa confundir algumas pessoas. Algo do tipo, “como assim, a sequência de um título para consoles de mesa saiu apenas para dois portáteis?!”. Dessa forma, antes de qualquer coisa, convém esclarecer qualquer possível equívoco.
Na verdade, pode-se dizer sem muito risco que o algarismo romano que se encontra na extremidade do título de BlazBlue: Continuum Shift II talvez não tenha sido uma escolha das mais naturais. Isso porque o game que você encontrará no PSP e no 3DS — e que, antes disso, esteve nos arcades — é, estritamente falando, um port “vitaminado” do título lançado em 2010 para PS3 e Xbox 360.
Para a palma da sua mão, vão todos os personagens distribuídos posteriormente via DLC, e também um novo modo de jogo. Só que, essencialmente, é o mesmo bom jogo de pancadaria nipônico que agraciou os consoles maiores há cerca de um ano (pois é, talvez um “plus” ou um “portable” fossem termos mais apropriados).
De qualquer forma, fato é que Continuum Shift encontrou seu caminho até os portáteis, com todas as suas características principais, e também com aquele inconfundível clima de jogo de luta japonês. Parece pouco, mas jogadores não muito acostumados com beldades ostentando rabo de raposa (ou algo que o valha) ou com vampiras caricatas podem acabar estranhando um pouco no princípio... Mesmo com um estilo de jogabilidade que garante sua identidade sem muito esforço.
De fato, questões de estilo à parte, Continuum Shift II consegue manter nos portáteis aquele ritmo frenético inconfundível que sempre foi associado à franquia. São dezenas de formas de emendar combos, disparar golpes especiais e traçar estratégias. Tudo isso em um ambiente 2D bastante decente — embora com alguns escorregões menores na hora de botar os personagens em movimento e carregar seu próximo desafio na memória. Enfim, vamos aos detalhes.
Sempre fluído...
A ação em BlazBlue: Continuum Shift II se mantém estritamente fiel à sua versão para consoles de mesa. Realmente, uma vez que você pise em algum cenário para o seu primeiro round (aqui é “rebel”, na verdade), torna-se bastante fácil entender por que BlazBlue sempre foi celebrado pelo seu ritmo rápido e descomplicado — pelo menos para quem não se aventura através das estratégias “avançadas”.
Cada personagem conta com um rol de ataques básicos, incluindo fraco, médio e forte. Entretanto, há também os ataques “Drive”, que disparam golpes que lembram prontamente o estilo de cada personagem — seja sugando a energia do oponente, desferindo um soco ultrapoderoso ou mesmo transformando-se em um lobo. De fato, trata-se de uma marca registrada da série, e que se encontra aqui devidamente reproduzida.
... Inclusive no multiplayer
Pode-se dizer que a porção multiplayer de um jogo tem sua relevância diretamente ligada ao gênero em questão. Em caso de um jogo de luta, é desnecessário dizer que as coisas devem fluir perfeitamente quando mais de um jogador entra em cena... Exatamente como ocorre em Continuum Shift II. É só conectar-se via Ad-Hoc e distribuir pancadas, sem atrasos, sem complicações.
Um novo modo: Abyss
Eis um dos mimos reservados para quem resolver encarar a estranha turba de Continuum Shift em sua versão pocket: o modo Abyss. Trata-se de uma interessante releitura dos tradicionais modos “Survival”. Aqui você vai encarar uma sequência de inimigos cada vez mais poderosos. Vencer nos últimos podem garantir vantagens estatísticas interessantes para o seu personagem.
Personagens adicionais... Sem custo adicional
Makoto, Valkenhayn e Platinum the Trinity formam o segundo mimo oferecido por Continuum Shift II — considerando-se que o primeiro seja o modo Abyss (confira acima). Os três personagens sem dúvida representam um upgrade bastante válido para a experiência geral do jogo, cada qual com um estilo bastante singular.
Dificilmente vai faltar o que fazer
Covenhamos, dificilmente você ficará sem algo para fazer em Continuum Shift II. Entre os modos “Arcade”, “Challenge”, “Abyss”, “Story” e um tutorial particularmente piadista (conduzido por Rachel Alucard), fato é que dificilmente faltará algo para se fazer aqui. Ok, é verdade que, estritamente falando, tudo aqui se resume a pancadaria... Mas você comprou um jogo de luta, não?
O melhor do “heavy rock”
Talvez a trilha sonora de Continuum Shift II não possa agradar a gregos e troianos. Entretanto, pode-se dizer que o clima heavy rock rápido, trabalhado e com guitarras distorcidas complementa perfeitamente o estilo da jogabilidade e a velocidade do game. Isso sem deixar de lado algumas variações mais líricas, dependendo do contexto.
Sprites podem ser um problema
Tecnicamente falando, sprites são figuras bidimensionais ou animações que são acrescentadas em um contexto maior. Em outras palavras (um pouco menos ásperas), trata-se das imagens que se movimentam na sua tela sobre um plano de fundo... Nesse caso, os lutadores singulares de BlazBlue: Continuum Shift 2. Embora, de fato, não existam problemas maiores com os gráficos aqui, fato é que faltou algum polimento de arestas nas versões em miniatura de Makoto e Cia.
“Eu não entendi o que ele falou”
Eis outro pequeno revés trazido pela adaptação para os portáteis. Embora o subtítulo acima seja um tanto quanto exagerado, fato é que as vozes dos personagens perderam muito da sua qualidade durante a mudança de plataformas.
BlazBlue: Continuum Shift 2 trouxe para o PSP praticamente o mesmo jogo de pancadaria 2D fluído e estratégico que marcou os arcades e consoles de mesa. Há um rol invejável de personagens com estilos próprios, diferenciais como os ataques “Drive” e um multiplayer do tipo que não deixa pedra sobre pedra.
Entretanto, não se pode ignorar alguns inconvenientes que surgiram ao encaixotar o título Aksys Games em uma versão portátil, como o decréscimo óbvio de qualidade gráfica e sonora (sobretudo em relação às vozes). Mas há uma compensação, é claro: são três personagens antes disponibilizados apenas via DLC, e também um lustroso modo inédito estilo “Survival”. Além disso, o que há é exatamente o BlazBlue que você já conhece — seja isso bom ou ruim.