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Dissidia Final Fantasy

27/07/09 - 17:10:05
O Baixaki Jogos sai na mão com os personagens de Final Fantasy!
Expectativa da Redação Baixaki Jogos Quem é que vai recusar uma chance de dar mais uma surra em Sephiroth? Ou então – caso esta seja sua vontade – utilizá-lo para vingar sua injusta derrota nas mãos daquele cabeludinho loiro da espada desproporcional? Certamente não os fãs de Final Fantasy , então nós decidimos dar uma olhada e conferir do que se trata Dissidia!

Direto à ação

O game supostamente terá várias opções de personalização e de jogabilidade além dos combates um contra um. No entanto, a versão demonstrativa focou exclusivamente neste último aspecto.

Ainda bem que nossa demo não era em japonês

O jogador pode escolher entre cinco personagens diferentes: Onion Knight (FFIII), Cecil (FFIV), Terra (FFVI), Cloud e Sephiroth (FFVII). Seja qual for o personagem escolhido, o adversário será outro que não um dos jogáveis – como, por exemplo, Tidus (FFX). Cada um deles possui, assim como em seus respectivos jogos, um estilo de combate próprio, com golpes únicos.

Existem dois modos de jogo na demo: um que se assemelha a um tutorial, onde os oponentes são bem fáceis e cada nível adiciona um elemento a mais nas batalhas; e um outro mais difícil para os que já estão acostumados com o game, com inimigos que utilizam grande parte de suas habilidades para derrotar o jogador.

Como todo bom iniciante, fomos primeiro no tutorial para ter uma ideia da jogabilidade. A princípio a coisa parece bastante simples, já que seu personagem possui dois tipos básicos de golpe: um que tira vida do adversário e outro que reduz o ataque e a defesa dele sem causar dano nenhum.

Aqui cabe um comentário a respeito deste último fator. O jogo utiliza um sistema de pontos de combate para determinar a quantidade de dano causada pelos ataques dos combatentes. Estes pontos aumentam conforme os ataques normais são desferidos – com o quadrado – ou ao roubar pontos do inimigo – com o círculo.

Eles também diminuem ao receber golpes, podendo chegar a zero. Quanto isto acontece, um evento chamado “Break” acontece, onde a vítima se torna bastante vulnerável e o atacante ganha um bônus enorme em seus próprios pontos. Esta geralmente é a hora em que grande parte das lutas é decidida, pois a quantidade de dano infligida é imensa.

Jogabilidade interessante

Voltando aos golpes disponíveis, a direção do analógico que está sendo pressionada e o fato de se estar ou não pulando influenciam no tipo de ataque utilizado. Por exemplo, Terra utilizará a magia Flood quando no chão e com o analógico para trás. Já no pulo, será um Tornado. Os personagens possuem duas variações apenas, dos golpes que atacam a vida - pelo menos nesta versão.

Os efeitos que roubam os pontos de combate são um pouco mais variados, tendo de três a quatro tipos diferentes, dependendo do personagem. Geralmente são compostos de ataques de perto, de longe e de algum tipo de golpe que pode quebrar objetos pelo cenário.


Este último elemento, inclusive, é bastante interessante. Existem vários itens através do cenário, como pilares, que servem como esconderijo contra alguns ataques. No entanto, existem várias formas de quebrá-los, seja com um “dash” do personagem ou determinados ataques específicos.

A isto se juntam os cenários do game – que são em 3D e proporcionam uma perspectiva curiosa quando dos combates. Já que o jogo se baseia em reflexos rápidos, é muito importante utilizar o mapa para obter vantagem sobre os oponentes. Isto é especialmente válido quando o cenário não favorece os golpes de seu personagem.

Falando em reflexos rápidos, neste sentido o game é tipicamente oriental. É possível bloquear ataques – ao pressionar o R no momento exato em que ele chegará a você – desviá-los e até mesmo refleti-los em algumas ocasiões. Logo, conhecer as habilidades do oponente é um ponto essencial, para que não seja pego de surpresa e saiba o “timing” dos diferentes golpes.

Terra roubando alguns pontos de combate! Alternar entre momentos ofensivos e defensivos também é crucial para o sucesso. Simplesmente partir com tudo para cima do adversário geralmente resulta em um contra-ataque fulminante, então deve-se medir muito bem cada ação. Os pontos de combate necessitam de tempo para regenerar após utilização intensa, então não é incomum dever afastar-se do oponente por alguns segundos.

Salientando esta filosofia de “saber o momento certo de atacar” está o “power-up” EX Force, que ajuda a encher rapidamente a barra de Ex do personagem. Quando esta está cheia, pressionar R junto com quadrado irá ativar um modo especial: nele, acertar um golpe com o quadrado desencadeia um especial que deve ser ativado pressionando quadrado novamente.

Cada personagem possui um especial diferente, mas todos eles são extremamente destrutivos. Animações especiais e sons característicos acompanham para denotar que algo importante está acontecendo – e de fato está, pois não é incomum que um especial desses que encaixe perfeitamente acabe com a luta, já que pode causar dano até dez vezes maior do que o normal.

Mal-vestido, mas perigoso! Além dos golpes tradicionais, o jogador pode dar uma acelerada ao pressionar o R junto com o triângulo e encaixar ataques um depois do outro. Isto é feito geralmente no ar, pressionando o X entre cada habilidade – o que também desencadeia uma espécie de mini game, no qual o oponente pode esquivar utilizando o X, para em seguida atacar; fazendo com que o agressor inicial deva agora desviar-se para passar novamente à ofensiva.

Esta dinâmica é algo que permeia todo o jogo e é bastante perceptível uma vez que se está acostumado aos controles. A jogabilidade rápida junto com mapas em 3D podem ser bastante confusas em alguns momentos, especialmente na diminuta tela do portátil, mas talvez com um pouco mais de tempo de jogo isto possa ser superado.

Então ele é assim?

Os visuais do game são excelentes, para o PSP. É uma ótima oportunidade para rever personagens dos jogos mais antigos da franquia que não possuíam representações em maior definição do que as vistas no NES. Com animações fluidas e claras, é sempre possível saber se o personagem está vulnerável, bloqueando ou conjurando alguma magia.

Esta última característica era algo essencial para um jogo que depende tanto de reflexos rápidos e foi definitivamente acertada. Complementada por uma trilha sonora típica de Final Fantasy, Dissidia certamente agradará aos fãs da franquia que querem variar um pouco de gênero – ou simplesmente visitar novamente alguns dos nomes mais antigos da série.

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