Em Origins o jogador é colocado na temível Silent Hill sob a pele do caminhoneiro Travis Grady, que, ocasionalmente, dirigia sob forte chuva pelas cercanias da cidade quando é surpreendido pela visão de uma menina no meio da estrada (quem tem algumas intimidade com a série já deve imaginar quem seja). Quando o caminhoneiro finalmente consegue parar o caminhão — não sem uma boa cena cinematográfica graças a uma chuva torrencial —, a menina acaba saindo correndo rumo à escuridão. Nesse ponto fica bem clara uma certa “forçada de barra” por parte da trama, já que Travis, inexplicavelmente, abandona o caminhão no meio da estrada e sai perseguindo a misteriosa menina rumo ao lugar que já se pode imaginar.
De fato, são bem poucos os momentos em que há quebras de gráficos que fazem lembrar que se está em um jogo. Trata-se, a bem da verdade, de um bom aproveitamento do potencial gráfico do PSP — mesmo não sendo nada extremo, traz uma quantidade bem razoável de detalhes.
È claro que, na maioria das vezes, o negócio é mesmo evitar sair encarando todo tipo de criatura estranha que apareça pela frente, porém, quando não há saída, o negócio é tentar mesmo o lento soco do herói ou mesmo arremessar coisas como um radio ou uma televisão pra cima do inconveniente ser. O que faz lembrar pequena — e não necessariamente agradável — novidade: em Origins, a maioria dos itens pode ser utilizada apenas um número limitado de vezes, em seguida ele se quebra. Além disso, em alguns momentos durante uma luta, Travis pode entrar numa espécie de disputa de força com a criatura, o que é colocado na forma de um tipo de mini-game em que se deve pressionar repetidamente algum botão (algo que realmente já foi visto em outros lugares).


