Star Wars Battlefront: Elite Squadron
A força, em nossas mãos.
Star Wars Battlefront é umas das franquias mais populares sobre Star Wars e sua versão Elite Squadron, traz toda a confusão de um peleja intergaláctica para o PSP. Já conhecendo toda a proposta que o título acarretava pelas últimas prévias, faltava confirmar se a ação e qualidade estariam dignas os consumidores, algo que acabamos de fazer.
Elite Squadron será lançado para DS e PSP, duas plataformas totalmente distintas, o que motivou a criação de jogos respectivamente adaptados para o estilo de cada console. O jogo está muito bom pelo que nós verificamos na versão demonstrativa para PSP, infelizmente não foi conferida a versão para DS, mesmo assim arriscamos a dizer que ela não esta muito boa por não conseguir oferecer conflitos com transições entre o espaço e superfície de planetas.
Bagunça espacial
Quem já esta adaptado ao Battlefront, sabe como as batalhas são efervescidas e tentam retratar a guerra espacial que vemos nos filmes. A demonstração disponível na PSN mostra isso, com sucesso. Você dificilmente estará longe do perigo, sempre terá a quem matar na sua frente.
Antes de partir para a ação, você precisa escolher entre as eras da Guerra dos Clones ou Guerra Galáctica Civil. A diferença óbvia entre as duas são as unidades, facções e heróis, todavia a jogabilidade é basicamente a mesma. A demo só permite lutar um modo, ao estilo skirmish de conquista, no planeta Tatooine (aquele que é desértico, no qual Jabba reinou).
Dando inicio a uma partida com doze jogadores no modo oferecido, os quais podem ser bots, a primeira decisão a ser tomada é se você quer começar no espaço, dentro da nave mãe ou em terra. Essa primeira opção é de fazer os olhos lacrimejarem de emoção ao descobrir a magnitude do conflito, o vídeo com instruções já dá uma ideia de que o que esta por vir e algo complexo, mas na pratica é simples e divertido, apesar da arruaça da partida.
Entenda que “bagunça” é apenas um modo de descrever a variedade de ação no campo de batalha. Isso se deve a possibilidade de transitar entre três campos de batalha distintos, ter que capturar cinco pontos de controle em terra, defender sua nave mãe, atacar a nave mãe inimiga, disparar canhão de íon e aniquilar o máximo possível de inimigos.
Existe um belo equilíbrio na jogabilidade que induz aos jogadores a se dedicarem em todos os campos de batalha: no solo é possível disparar o canhão de íons após conquistar os pontos de controle, enquanto no espaço é necessário entrar na nave mãe do time oponente para destruir o núcleo dele e ganhar a partida, algo que só é possível depois que os escudos são eliminados com o disparo do canhão de íons no solo.
As naves mães também contam com sua arma especial. É um disparo poderoso que pode varrer alguns inimigos no solo, então ficar dentro de sua nave mãe também é vantajoso mesmo quando não é possível que os inimigos invadam, quando os escudos estão funcionando em 100%. Para ganhar pontos, vale de tudo, só que a destruição da nave mãe inimiga é o que pode decidir quem ganha e quem perde a partida.
O desempenho do jogador o remunerará no ranking e cada vitória significa novas coisinhas para o seu avatar, o qual pode ganhar um novo capacete, roupa, emblema e outros detalhes novos para exibir orgulhosamente seu progresso.
Jogão
Realmente, a proposta esta ótima. Nas batalhas ainda é possível mudar a classe para alterar a configuração de armas e equipamentos carregados, assim como é possível criar três layouts de classe para inserir do jeito que você quiser: arma primária, arma secundária, explosivo, equipamento especial (Jet Pack, roupa furtiva, escudo e droids) e poderes especiais, além de aumentar os potenciais de vida, movimentação e captura de pontos de comando, totalizando oito elementos a serem configurados.
Um limite de crédito de cem pontos trata de equilibrar as criações dos jogadores, para ninguém fazer super-soldados. Os melhores itens custam mais pontos, é claro. A escolha deve ser efetuada de maneira que concorde com o estilo do jogador e o que ele pretende realizar, se infiltrar em bases ou aniquilar geral.
Para tornar o jogo mais interessante, os jogadores recebem a oportunidade de controlar um herói da saga de Star Wars de tempos em tempos. São personagens muito poderosos que conseguem exterminar dezenas de adversários antes de finalmente serem derrubados. O herói a ser controlado será determinado de acordo com a facção escolhida e a era da batalha.
Outra atração que merece destaque, é a qualidade do produto. No meio de gráficos tridimensionais adequados para o PSP e trilha sonora que remete aos sons que ouvimos nos filmes da saga (aqueles ruídos que misturam lasers, explosões e músicas épicas), você com certeza vai sentir imerso dentro de um filme de Star Wars, o que parece ser a conquista máxima que um desenvolvedor desejaria alcançar.
Tudo isso descrito até agora pode ser conferido na demo da PSN e é sua obrigação conferi-la antes de comprar a versão completa! Caso contrário, você só poderá contar com as opiniões positivas (como a nossa) para decidir a compra.
Enquanto isso... Na batversão completa...
Saindo da demo e indo para as informações liberadas pela LucasArts, os jogo terá doze fases no modo história. Ele conta a história de dois clones, X1 e X2, que para resumir tudo: um sujeito é bonzinho e outro é malvado, sendo que eles são peças fundamentais para decidir o futuro da galáxia.
O limite de jogadores pode subir para até 16 (8 vs. 8) em outros modos multiplayer, entre os quais o modo “Heroes and Villians” coloca apenas os grandes heróis em campo de batalha. Os campos de batalhas vão além de Tatooine e chegam a planetas como Hoth, Endor e Yavin 4. Sempre utilizando os veículos como TIE Fighters, X-Wings, AT-RTs, AT-AT e tantos outros.
Ambas as versões, DS e PSP, parecem estar boas, porém se a do DS não tem a incrível possibilidade de transitar do espaço para a terra, então só podemos concluir que a versão de PSP está muito melhor. Além disso, no DS o suporte de jogadores diminui para apenas quatro, se tornando inadequado para quem gosta de batalhas repletas de adversários.
Em Novembro, uma força poderosa pressinto
Enfim, Star Wars Battlefront: Elite Squadron está um máximo. Explodir algumas naves com seu Tie Fighter no espaço; entrar na atmosfera de um planeta e pousar a nave; matar pessoalmente alguns inimigos com armas lasers; talvez arranjar um tanque para continuar sua chacina; conquistar pontos de comando; disparar o canhão de íons para destruir o escudo da nave mãe do time oponente; arranjar uma nave e voltar para o espaço; entrar na nave inimiga que esta sem o escudo e destruir seu núcleo é tão legal quanto parece.
A única reclamação poderia ser: “Por que não fizeram o novo Battlefront para PS3, Xbox 360 ou PC?”. Todavia, é interessante que todos possam experimentar da franquia, talvez pela primeira vez para alguns jogadores, em um portátil. Com certeza está melhor que Renegade Squadron.
O título estará disponível nas lojas e na PSN no mês de Novembro. As expectativas são positivas e podemos parcialmente garantir um belo de um jogo para quem tem PSP, sendo que a atração de transitar do espaço para o campo de batalha terrestre merece ser citada várias e várias vezes.