Soul Sacrifice

Muito mais sobre sacrifícios do que sobre almas

Enviado por Maurício M. Tadra em May 14, 2012 13:39
Fervendo!

Keiji Inafune anunciou que estaria trabalhando em um novo game de um gênero que satisfaz seu gosto pessoal. O novo trabalho iria ficar a cara do produtor, que é o famoso criador de Mega Man e um admirador de RPGs da ação. Eis que a revista Famitsu anunciou que a novidade prometida por Inafune se chamará Soul Sacrifice e será um jogo exclusivo para as telas do novíssimo PlayStation Vita.

Além de Inafune, outra celebridade do mundo dos games está presente no desenvolvimento de Soul Sacrifice. Trata-se do compositor musical Yasunori Mitsuda, que é famoso por criar as trilhas sonoras de Chrono Trigger, Chrono Chross e da série Shadow Hearts.

Feitiçaria

O site Andriasang, que traduz informações diretamente do idioma japonês, relatou um apanhado de informações publicadas pela revista Famitsu sobre Soul Sacrifice. De acordo com eles, o jogador assumirá o papel do escravo de um poderoso e maléfico feiticeiro, trancafiado em uma prisão, aguardando o momento no qual será sacrificado.

De repente, um livro aparece em frente ao protagonista do game, o Golam Book. Esta obra não se trata de uma simples dramaturgia comum — mas sim de um poderoso demônio encarnado no formato do objeto literário. A entidade demoníaca possui a habilidade de transportar você para dentro das páginas dos contos e fazer você vivenciar as histórias narradas por eles, travando confrontos passados entre feiticeiros e criaturas monstruosas.

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Tais conflitos configurarão as aventuras presentes no enredo do game, podendo ser jogadas em até quatro jogadores de maneira cooperativa.

Princípio de troca

O personagem que será controlado pelos jogadores é um feiticeiro muito ambicioso em busca de um objetivo que ainda não foi revelado. Mas, para conseguir atingir tal intento, o feiticeiro deverá utilizar a magia negra que vai adquirindo nos confrontos vividos nas páginas do livro Golam. Para poder manifestar as habilidades mágicas, será necessário fazer muitos sacrifícios. Literalmente.

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O jogador pode, por exemplo, utilizar pedras e árvores presentes no cenário para realizar truques mais básicos, como criar uma barreira ou uma espada. Quanto maior a oferenda, mais poderoso poderá ser o feitiço utilizado. Ao sacrificar alguma parte de seu corpo, o protagonista pode invocar demônios atacantes ou mesmo disparar projéteis de laser nos inimigos.

Infelizmente, mesmo para a magia negra, tudo tem limite. Durante o sacrifício das partes de seu corpo, você vai lentamente perdendo sua humanidade e adquirindo deformidades corporais. Conforme atinge um patamar excessivo, o protagonista pode morrer ou mesmo se tornar um monstro, da mesma forma que ocorreu com os quais ele está lutando.

Humanidade X Poder

Há algumas semanas, a Sony realizou uma conferência para anunciar oficialmente e apresentar os primeiros detalhes de Soul Sacrifice. O evento contou com a presença de Shuhei Yoshida, presidente da Sony, e do próprio Inafune, que mostrou uma curiosa parte do multiplayer do game.

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Ao que parece, assim que um inimigo ou aliado é derrotado, se você se aproximar do corpo, duas opções aparecerão na tela. Em ambos os lados do visor, uma mão estendida aparecerá, contendo uma palavra escrita na palma: “sacrificar” ou “resgatar”. Quando o jogador estiver jogando sozinho, ele simplesmente escolhe uma das duas opções.

Entretanto, no caso de o corpo em questão ser o de um chefe, possivelmente haverá mais de um feiticeiro jogando junto. Nesse caso, os gamers votam em qual das opções preferem, sendo que a mais votada prevalecerá. Ainda não é certo se os benefícios serão estendidos apenas ao protagonista principal ou se todos serão agraciados com eles, nem qual será esse prêmio.

Outro ponto que vale a pena mencionar é que quando um inimigo (ou um monstro) está desfalecido no chão, você poderá ler mensagens escritas em vermelho sobre ele, com dizeres como “eu quero voltar para a minha família” ou “eu não quero morrer”. Essas ações demonstram que, antes de se tornarem horrendas criaturas, os bichos eram simples seres humanos. As decisões que deverão ser tomadas no game, certamente, serão árduas.

Quando?

Por que o personagem principal precisa se sacrificar para ganhar poderes? Qual é o objetivo do protagonista do jogo, dominar algo ou vingar-se de alguém? Quem são os tais monstros que, ao que parecem, eram pessoas normais, e por qual razão eles ficaram assim? O game usará os recursos exclusivos que o Vita disponibiliza?

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Essas e outras perguntas serão respondidas no inverno japonês deste ano, em meados do mês de dezembro, quando Soul Sacrifice será lançado — exclusivamente para o PlayStation Vita.


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