Os batuques na caixinha devem render bons resultados para a PROPE.
Yuji Naka ficou mundialmente famoso por trazer a vida o icônico porco-espinho velocista da SEGA. O tempo foi passando e a SEGA acabou deixando de lado do desenvolvimento de jogos, focando-se exclusivamente na distribuição. Logo o co-criador de Sonic The Hedgehog e Nights, resolveu juntar suas trouxas (e a sua equipe de desenvolvimento) e fundou o seu próprio estúdio.
Agora, a primeira incursão da PROPE — nome da desenvolvedora encabeçada por Nake e outros dez membros do Time Sonic —, deve mostrar que empresa não vai se limitar a produzir novas aventuras do porco-espinho.
Let’s Tap, surgiu com uma proposta bem diferente (na verdade não tão diferente assim para os padrões Nintendo). Seus primeiros e enigmáticos anúncios diziam apenas que o jogo poderia ser apreciado até mesmo por pingüins.
Do que se trata?
Apesar da aura de mistério o jogo não poderia ser mais simples. Let’s Tap (Vamos Batucar em uma tradução bem livre), consiste basicamente em uma coletânea de minijogos. O grande diferencial está mais uma vez no sistema de controles.
Como os jogadores já se habituaram a ver no Nintendo Wii, interatividade é a palavra de ordem. A interface com o Wii Remote e os vários periféricos do console da Nintendo são divertidas e acessíveis a todo e qualquer jogador, seja ele experiente ou não.
A novidade de Let's Tap é a utilização de uma simples caixa de papelão. Isso mesmo, uma caixa. Basta posicionar o seu Wii Remote sobre a caixa e batucar na sua superfície. Assim, o controle vai captar as vibrações e transformar estas informações em comandos para o jogo.
Segundo a SEGA, qualquer tipo de caixa poderá ser utilizada, entretanto o título virá acompanhado de dois modelos com os parâmetros ideais para a o jogo.
Na batida
Pode parecer estranho, mas é bem simples. Vamos usar como exemplo o minijogo Tap Runner — no qual o jogador aposta uma corrida contra seus oponentes. Conforme você bata na superfície da caixa o personagem irá andar, correr ou até mesmo saltar sobre obstáculos.
Já em Silent Blocks, o objetivo é retirar blocos de uma torre (como em Jenga ou no bom e velho, pega-varetas). Dependendo da força da batida, você irá remover a peça de formas diferentes.
Bubble Voyager coloca o jogador no meio de uma campo minado, sendo que as batidas coordenam a movimentação do personagem. Enquanto Rhythm Tap é uma espécie de Guitar Hero ou Patapon, no qual você deve batucar de acordo com o ritmo da música.
Let’s Tap já saiu no Japão, mas só deve estrear por aqui em meados de julho. Se mais uma coletânea de minijogos não parece muito interessante, o sistema de controles certamente compensa no quesito inovação.