Mitologia, estratégia e verdadeiras hecatombes naturais.
O continente perdido de Atlântida foi citado pela primeira vez em uma obra do filósofo grego Platão, provavelmente o único que foi realmente original. De lá pra cá, a fantasia do continente perdido e cientificamente evoluído já passou por vários formatos, como romances, quadrinhos, filmes e, é claro, videogames.Bem, como então desembarcar novamente os atlanteanos em um jogo e conseguir fazer disso uma experiência nova? A desenvolvedora World Forge, juntamente com a distribuidora russa Play Tem Interactive, parece acreditar que a resposta é uma mistura entre RTS (real time strategy – estratégia em tempo real), a fórmula peculiar de Fracture e uma boa dose de hecatombes naturais.
O levante atlanteSim, os atlanteanos estão de volta. Quer dizer, agora eles se chamam aquoses. Tendo permanecido em paz no fundo dos oceanos por eras, a avançada civilização agora entra em guerra com uma pretensiosa humanidade, que inadvertidamente subestimou o poder de Atlântida.Agora, os que restaram dos exércitos humanos terão que enfrentar por terra, por ar e, é claro, por água o levante de um poderoso exército. Um exército que manipula livremente a água e conta com répteis gigantescos (controlados por magias biônicas) nas suas linhas de frente, e que quer a todo custo modificar o planeta de acordo com os seus próprios desígnios — o que, eventualmente, pode significar transformar toda a Terra em uma imensa piscina.
Para um épico dessa natureza, as promessas são de efeitos de água ímpares, que devem ser sentidos cada vez que o exército subaquático da cidade disparar ondas, tsunamis ou simplesmente controlar a correnteza de um rio ou cachoeira. De outro lado, também será possível manipular a topografia do solo, alterando os campos de batalha de acordo com o que for mais conveniente — dependendo do lado em que você estiver.Enfim uma proposta realmente boa. Sem dúvida, alterar terrenos e o fluxo das águas, juntamente com a possibilidade de levar as batalhas para o fundo dos oceanos ou para centenas de pés de altitude deve acrescentar um nível tático sem precedentes.
Os controles no Xbox 360
Todavia, vale lembrar: enquanto que o PC, como plataforma natural para jogos de RTS, deve trazer comandos bastante intuitivos, quem resolver tentar a sorte na versão para Xbox 360 provavelmente vai ser ver diante das mesmas limitações que tem marcado cada RTS que sai para consoles. Quer dizer, a menos que os desenvolvedores utilizem todo o tempo até o lançamento do jogo no ano que vem para limar os comandos e, quem sabe, trazer algo realmente funcional — embora seja meio difícil acreditar nisso.Mas, questões de controles à parte, trata-se sim de uma proposta nova. Além disso, os desenvolvedores ainda prometem um nível de realismo sem precedentes em um jogo do gênero. Resta saber se o produto final vai mesmo estar à altura de uma grande civilização perdida. Aguarde a resposta aqui no Baixaki Jogos assim que Battle of Atlantis desembarcar para PC e Xbox 360 em algum momento de 2009.