A mesma fórmula de sucesso agora com um novo fôlego.
Dragon Ball Z: Burst Limit é a prova de que a Atari pretende manter a boa fama dos seus jogos de luta baseados em Dragon Ball Z. A desenvolvedora pretende agora estender a mesma fórmula de sucesso para a nova geração de consoles (no caso PS3 e Xbox 360 apenas).
A mesma fórmula básica com um fôlego novoPelo que se pôde depreender até o momento, Burst Limit realmente não se distancia da fórmula trazida pelos jogos anteriores da Atari (que, assuma-se, teve um bom acolhimento por parte dos fãs). Para quem conhece a história, cabe dizer que o jogo inicia no começo da série e vai até o final da saga de Cell. Burst Limit conta com cinco modos que cobrem tudo o que se espera de um jogo de Dragon Ball Z. O modo chronicles é o tradicional modo em que se tem toda uma história como pano de fundo. Porém, ao contrário do que acontece em boa parte dos jogos do estilo, tem-se em Burst Limit a possibilidade de jogar com vários personagens icônicos da série, não apenas um; o andamento da história determina qual personagem será controlado.
O modo versus oferece quatro tipos de jogo, três para testar as habilidades e um para que se possa aprender assistindo. Pode-se encarar uma batalha contra a CPU, contra outro jogador no mesmo console ou ainda contra um adversário aleatório de qualquer parte do mundo via Xbox Live (uma possibilidade inédita na série). Este último contará também com um ranque para que se possa conferir as classificações. Por fim, existem as batalhas de CPU versus CPU, o que pode ser bastante útil para aprender novas técnicas de luta.O jogo também trará um modo para teste (trial mode) com três sub-modos (até agora apenas o modo sobrevivência foi revelado), um modo treino (trainning mode), no qual será possível enfrentar oponentes personalizados.Com base nas fases do desenho cobertas pelo jogo, qualquer fã minimamente dedicado pode imaginar quais serão os personagens disponíveis. Inicialmente, há três personagens principais no modo chronicles: Goku, Piccolo e Krillin. Mas, é claro, a coisa não para por aí, e mais de 20 personagens poderão ser desbloqueados — além das várias figuras conhecidas que fazem pontas em vários momentos do jogo.O sistema de combateAlém de uma velocidade insana e um total desrespeito pelas leis da gravidade, o que se pode esperar das batalhas em Burst Limit é um sistema de batalhas já quase consagrado porém com um novo fôlego. Os combates ainda acontecem em uma espécie de esfera onde, seguindo o estilo da série (tanto do desenho como do jogo), pode-se em um momento estar desferindo uma seqüência de socos e chutes no chão e no momento seguinte estar disparando um kamehameha no ar — quem conhece a série sabe que isso não é nenhum exagero. Não obstante o bom sistema de combate, o cenário, de maneira geral, ainda oferece muito pouca interação (assim como nos jogos anteriores).
Como uma forma de reforço para os golpes devastadores e os movimentos extremos dos personagens, Burst Limit traz a possibilidade de se manter um considerável reforço de três outros personagens (a variedade de personagens disponível aumenta conforme se avança no jogo). Contudo, isso se dará somente em certos momentos, como para defender o personagem, portanto, não se pode esperar que essa ajuda possa suprir uma total falta de habilidade.Para a defesa do personagem, têm-se a disposição as já bem conhecidas manobras de bloquear e tele-transportar. Os bloqueios servem também para os supemovimentos (supermoves), porém há, é claro, um custo de ki.Arestas bem aparadasEntre as várias melhorias trazidas por Burst Limit, talvez entre as mais evidentes estejam os visuais; a melhoria é realmente inegável. A responsabilidade disso é da ótima combinação entre gráficos “cel-shaded” (o que dá um aspecto de desenho feito a mão).
Entretando, não são apenas os gráficos que tornam a atmosfera de Burst Limit bastante envolvente; o audio do jogo faz também um bom trabalho, garantindo um clima bem evocativo graças às presenças dos dubladores originais do anime (tanto os japoneses quanto os americanos). A trilha sonora também se encaixa perfeitamente, trazendo um tipo de rock que parece ter sido feito sob medida para DBZ (e que sem dúvida combina bem com os efeitos sonoros característicos da série).Dragon Ball Z: Burst Limit parece realmente representar uma transição de plataformas bastante decente. Mesmo trazendo algumas boas novidades, a Atari foi suficientemente esperta para não reinventar a roda, já que a fórmula dos jogos anteriores sem dúvida ainda tinha muito gás para dar. Deixando os fãs um pouco de lado (que sem dúvida têm motivos de sobra para comprar o jogo), Burst Limit ainda tem a boa virtude de ser bastante acessível para jogadores ocasionais, graças aos modos tutoriais e à sábia exclusão dos níveis extremos de dificuldade de alguns jogos anteriores.Dragon Ball Z: Burst Limit está previsto para 10 de junho de 2008.