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Sid Meier's Civilization Revolution

Análises
Análise do Baixaki Jogos
Análise dos Usuários (2)
  AVALIAÇÃO
8,6
Jogabilidade: 
8.5
Gráficos: 
7.5
Áudio: 
9.0
Diversão: 
9.0
Desafio: 
9.0
Prós:
Civilization Revolution não apenas traz para os consoles toda a estratégia complexa e gratificante de uma das franquias de estratégia mais clássicas dos PCs, como também é muito bem sucedida em trazer a jogabilidade fluida do jogo para controles um tanto mais limitados.

O jogo ainda garante toda a diversidade que sempre esteve associada à série, trazendo várias formas para se alcançar a vitória e consolidar o poder, além de muitas e variadas possibilidades táticas.

Somando-se a isso, tem-se ainda toda uma bagagem histórica, que não só deixa as coisas muito mais interessantes — além de ser, provavelmente, uma das formas mais divertidas de se aprender História — como ainda dá muito mais credibilidade ao título.

 
Contras:
Algumas possibilidades diplomáticas a mais provavelmente não fariam mal. Além disso, um tratamento maior para as texturas teria deixado Civilization Revolution mais de acordo com os visuais da geração atual de jogos.

Vale a pena mencionar também o ritmo um tanto lento das partidas multiplayer.
muda cor do texto
A estratégia clássica de Civilization em uma ótima versão para consoles.
Civilization é uma daquelas série clássicas que parecem ficar bem só no PC. Isso porque trazem um estilo de jogabilidade que praticamente exige a necessidade de um teclado e de um mouse, que permitem que as coisas fluam de forma muito mais natural.

Entretanto, qualquer fã da série que resolva colocar de lado certo tipo de preconceito deve encontrar em Civilization Revolution uma transposição bastante feliz do clássico de Sid Meier para os consoles de última geração.

É claro, absolutamente nenhum acessório poderia ser tão eficaz para passear através de um mapa quanto o bom e velho mouse. Também é claro que ter várias teclas à disposição para usar de atalho em diversas situações é quase imbatível. No entanto, o pessoal da Firaxis parece que estava realmente determinado em adequar da forma mais eficiente possível essa mecânica para os comandos um tanto mais limitados dos controles. Parece que deu certo.

Subjugue ou seja subjugado


Para quem ainda não conhece, Civilization coloca nas mão do jogador a hercúlea tarefa de fazer uma civilização florescer através das eras, aumentando constantemente o seu conhecimento técnico, o seu poderio militar, a sua cultura, o seu espaço físico e, o que é mais fundamental, a sua influência sobre as demais civilizações.

Revolution ainda satisfaz, é claro, esse instinto dominador. Embora algumas exclusões/limitações tenham alterado um pouco a estrutura do jogo, as coisas ainda se desenvolvem sobre dois pilares principais: a estratégia e a política. Isso sem falar em um ou outro engodo eventual, é claro.

A ascensão de uma superpotência

Civilization Revolution traz um total de 16 civilizações para se comandar. Cada uma terá suas vantagens ao longo das eras, vantagens que ajudarão o jogador a transformar a sua pequena cidade inicial em um monopólio absoluto de poder militar, econômico, cultural ou tecnológico. Seja qual for campo escolhido, a idéia é subjugar completamente o adversário antes que ele o faça.

Que tal começar com o Chanceler de Ferro como chefe de estado?

Escolher o campo no qual a tão sonhada supremacia será buscada deve começar com a escolha da civilização; cada qual vai favorecer um dos campos citados acima, seja através de bônus iniciais, seja através da própria tradição do povo escolhido.

Os egípcios, por exemplo, levam certa vantagem para a vitória cultural por contarem com uma “maravilha antiga” (ancient Wonder) já no início do jogo. Já os germânicos (futuros alemães), com toda uma tradição militarista e vários “guerreiros veteranos” (veteran warriors), são ótimos candidatos para uma vitória através da dominação bélica.

Para entender melhor como tudo funciona no jogo e também ter algumas informações históricas a mais na bagagem o jogador tem à disposição a prática Civilopedia. Todas as informações pertinentes ao jogo podem ser encontradas rapidamente e em qualquer momento do jogo.

Liderando um povo

Quem já jogou algo da série Civilization e também algo de Age of Empires, deve ter reparado em uma diferença substancial no que tange à estratégia envolvida para buscar a ascenção. Enquanto que AoE coloca o jogador em contato direto com tudo que é feito tanto nas cidades quanto nos campos de batalha — controlando individualmente cada pequeno detalhe —, a série de Sid Meier coloca as coisas em um patamar muito mais abrangente.

Assim que a cidade inicial é estabelecida, surgem as primeiras decisões do soberano. Isso inclui várias questões de logística, envolvendo tanto a necessidade de subsistência quanto questões de expansão; e, acredite, ambos os fatores devem estar sempre na mente de qualquer um que pretenda algum sucesso no jogo.

Cada área do mapa favorece um tipo de exploração. Os recursos básicos do jogo são distribuídos ao longo do mapa, sendo mostrados claramente com símbolos. Essas regiões se dividem na produção de comida, matéria-prima e comércio. O encadeamento é bastante simples: comida ocasiona um crescimento da população, produção permite que se construa novas estruturas e unidades e o comércio promove o desenvolvimento científico ou enche os cofres de dinheiro — um ou, exclusivamente, o outro.

Dependendo de como as coisas andam ou de quais são os planos de dominação, pode-se “dizer” aos trabalhadores — utilizando o prático menu do jogo — para priorizarem um dos três itens básicos ou ainda simplesmente balancear a exploração da área. Entretanto, diferentemente do que acontecia nos jogos anteriores, não será mais possível evoluir áreas específicas do mapa.

Certas construções e tecnologias podem aumentar consideravelmente a produção de uma cidade, fazendo com que a escolha da próxima construção ou tecnologia pesquisada seja absolutamente crucial. O jogo ainda traz várias personalidades famosas de diversas áreas de conhecimento humano que podem dar um impulso adicional ao desenvolvimento.

Buscar vilas próximas e amigáveis é ainda uma boa forma de se aumentar o conhecimento de uma civilização. Além disso, povos bárbaros podem garantir uma boa quantidade de ouro além de experiência para as tropas — que evoluem e ganham bônus conforme vencem novas batalhas.


Outros diferenciais significativos incluem a descoberta de maravilhas naturais — como florestas e vastos desertos — e tesouros lendários da humanidade, como a cidade perdida de Atlântida; cada um desses fatores vai ocasionar um avanço bastante significativo para um povo, além de acelerar o ritmo do jogo e tornar a exploração do cenário muito mais estimulante.

Guerra é guerra

Fatores logísticos à parte, deve-se ainda ter em mente que a cidade deve ser protegida e também deve expandir. Portanto, produzir uma milícia suficiente para proteger as cidades e também rumar para novas fronteiras pode ser uma ótima idéia — sempre aliada ao desenvolvimento tecnológico/científico, que vai trazer novas armas e aparatos.

Por outro lado, é bom não esquecer que a sua civilização não será a única a ocupar o mundo, o que faz das relações diplomáticas algo no mínimo vital, embora estejam um pouco limitadas em relação às versões para PC.

Diplomacia pode ser crucial durante algum tempo. Eventualmente, pode ser necessário manter a paz com uma determinada civilização... pelo menos até que se acumule força e/ou conhecimento suficiente para subjugá-la. Às vezes pode mesmo ser necessário pagar algum tributo para um líder rival a fim de garantir mais alguns turnos de paz.

Entretanto, jogadores acostumados às versões para PC vão sentir certa limitação nas negociações com outros povos. Longos acordos de comércio, por exemplo, não são possíveis. Itens comercializáveis como vinho, ferro e seda também foram reduzidos a meros bônus para as cidades próximas. Enfim, os controles são fáceis, mas o conteúdo se tornou bem mais restrito.

Quem não possui uma experiência de governo muito significativa vai gostas de saber que o jogo disponibiliza vários conselheiros que devem ser de grande ajuda em momentos-chave do jogo. Trata-se de figuras hilárias e bastante úteis que despontam constantemente na tela para sugerir que uma ou outra decisão tomada é claramente sem nexo. É claro que isso pode ser interrompido a qualquer momento.

Obviamente o som não se limita apenas à tagarelice dos seus conselheiros. De forma geral, Revolution traz uma trilha sonora bastante adequada para cada situação mais relevante do jogo, como a vitória, a criação de uma maravilha ou a ameaça de uma guerra iminente. Os efeitos sonoros também fazem um bom trabalho, animando as batalhas, construções e demais realizações.

Sistema de batalhas

Mesmo o mais diplomático dos jogadores vai precisar às vezes da guerra para consolidar o seu poder, mesmo que a forma de dominação final seja outra que não a bélica. Para expandir uma cidade, por exemplo, será necessário um ambiente que forneça tudo o que uma cidade precisa para subsistir, e pode acontecer de uma tribo bárbara ou mesmo uma outra civilização ter chegado ali primeiro... Enfim, o negócio é sempre ponderar e ver o que vale mais a pena: ser um político ou um general.

O sistema de batalhas de Revolution é relativamente simples: selecione a sua tropa e em seguida mande-a para o local do inimigo e assista o desenrolar das coisas. Basicamente, o confronto será decidido por probabilidades envolvendo duas características de cada tropa: ataque e defesa. Obviamente, certos fatores podem tornar o combate mais fácil ou mais difícil, como o fato de o exército inimigo estar comodamente encastelado.

Sistema de batalhas: simples e objetivo.

É bom observar que cada tipo de guerreiro será particularmente mais eficiente para algum tipo de combate. Enquanto que soldados normais são provavelmente mais indicados para tomar fortalezas, os arqueiros são uma ótima pedida para proteger a sua própria cidade de invasões, pois normalmente possuem um valor de defesa relativamente elevado.

Algumas restrições podem ainda modificar um pouco a tática de quem joga as versões para PC de Civilization; nada muito substancial, entretanto. Tomar uma cidade inimiga, por exemplo continua sendo um dos melhores momentos do jogo.

Entretanto, não será possível agrupar tropas para formar grandes exércitos que provavelmente colocariam tudo a baixo mais rapidamente. Agrupa-se um máximo de três tropas para formar uma milícia um pouco maior e aumentar as chances contra as defesas inimigas.


Também não será mais possível bombardear com navios as partes de terra. Porém, a água certamente continua sendo uma ótima via para se levar reforços mais rapidamente nos momentos em que as coisas fiquem um pouco feias.

Suprindo uma falta evidente

É claro, ainda não é um mouse e um teclado. Entretanto, os controles bem bolados de Revolution tornam a ação bastante fluída, diminuindo um pouco a distância entre a jogabilidade do PC e dos consoles.

O acesso rápido a informações e unidades diminui um pouco a distância do PC.

Ambos os direcionais podem ser utilizados para movimentar o mapa, sendo que o esquerdo serve também ao movimento de tropas. Para suprir a falta de um mouse, pode-se utilizar o direcional digital para mover rapidamente o foco de ação de uma tropa para outra.

O gatilho esquerdo controlará o zoom (que realmente poderia ganhar um pouco mais de distância) e o direito mostrará o menu de tecnologia, cultura e riquezas. O botão superior direito abrirá o menu geral da cidade, onde se pode, por exemplo, ordenar a produção de novas unidades e construções ou ainda focar a produção em um determinado campo.

Um bom trabalho

Trazer para os consoles uma jogabilidade que sempre encontrou nos controles do PC uma fluidez muito maior sem dúvida não é dos trabalhos mais fáceis. A Firaxis, entretanto, parece ter feito um bom trabalho. Civilization Revolution oferece controles naturais e rápidos que, embora ainda não funcionem tão bem quanto mouse e teclado, sem dúvida chegam bem perto.

Enfim, uma ótima oportunidade para os entusiastas da nova geração de consoles experimentarem uma das franquias de estratégia mais clássicas e bem estruturadas dos computadores.
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