Sonic é hoje uma figura memorável, sendo às vezes até meio difícil julgá-lo de forma imparcial sem deixar escapar uma ponta de arrependimento. Isso porque o amado ouriço da SEGA está firmemente estancado em anos de sucesso absoluto no saudoso Mega Drive (Genesis). Quer dizer, várias gerações de jogadores já passaram raiva com o herói caindo em abismos ou morrendo afogado, mas também colecionaram vários bons momentos conforme um jogo era finalmente terminado ou todas as “esmeraldas do caos” (chaos emeralds) eram coletadas.
Mesmo que fosse possível olhar a coisa pelo lado bom, tentando se convencer de que procurar pistas para abrir a próxima fase em meio a transeuntes fosse algo razoável, esses momentos trazem a tona outro ponto baixo. Os diálogos absolutamente sofríveis. Isso porque entre uma informação concreta e outra você vai ter que ouvir um cidadão se lamentando porque o mundo foi dividido em pedaços, um sorveteiro se vangloriando da sua criação ou ainda uma cabeleireira elogiando o senso estético de quem criou o penteado de Sonic.
Basicamente, de dia você vai ter dificuldade para desviar de obstáculos e controlar toda a velocidade. De noite o negócio é gastar muitas vidas tentando controlar o desajeitado werehog conforme ele despenca em qualquer buraco — parte pela imprecisão dos controles, parte pelo fato de não se poder saber exatamente o local em que o personagem vai aterrissar.


