Confirmando o furor pelo lançamento de Too Human — um dos jogos mais aguardados do ano —, uma multidão de jornalistas tomou conta de todos os assentos da apresentação de Denis Dyack (presidente da Silicon Knights, empresa responsável pelo desenvolvimento do jogo), durante a mais recente GDC.
Concebido originalmente como um título composto por cinco discos para o revolucionário PS1, Too Human, acabou percorrendo um longo caminho até o Xbox 360, passando por diferentes plataformas e quebras de contrato, sem nunca alterar a sua premissa e jogabilidade básicas: um jogo de ação com toques de RPG cuja trama explora o relacionamento entre homens e máquinas.
Segundo Dyack, Too Human começa, onde a história de outra raça termina. Para saber sobre Too Human e sua história, devemos voltar milhões de anos — antes do Império Romano, do Egito Antigo, da era de Atlantes e sua guerra contra a Índia Antiga, antes das Glaciações — em uma época na qual a humanidade encontra-se em seu zênite tecnológico.
Um grande império utilize-se de máquinas em sua Guerra contra uma raça chamada Azaire, que por sua vez utilizam a tecnologia cibernética para aumentar seus atributos humanos, tornando-os mais fortes, velozes e ágeis.
Mas conforme a guerra se prolonga os Azaire logo percebem que irão precisar de armas mais poderosas, e passa a utilizar a força atômica, nuclear e armas de anti-matéria. A escalada do conflito resulta em problemas climáticos globais, que acabam levando a Terra a uma nova Era Glacial, esse é o prólogo de Too Human.
O ataque dos vikings cibernéticos espaciais!
O design artístico do jogo consegue produzir uma mistura homogênea de diversas fontes diferentes. São toques de ficção científica (com direito a tomadas panorâmicas no melhor estilo Blade Runner), com pitadas de mitologia nórdica e conseqüentemente, vikings.
A mesma de inspirações permeia todo o ambiente repleto de imagens holográficas, luzes de neon e armas futurísticas, ao mesmo tempo em que a presença de espadas, runas e outros elementos típicos da cultura nórdica marcam a fusão de idéias e gêneros.
Criando um herói
Ao todo você terá seis opções de classe na guia de criação de personagem: Campeão (champion), Comandos (commando), Bio-engenheiro (bioengineer), Berserker (berserker) e finalmente os Defensores (defenders).
Campeões: se o jogo todo promove a fusão de conceitos, a classe champion é a epítome de toda essa idéia, trata-se de um guerreiro hábil em combates com armas de fogo, corpo-a-corpo e aéreo, sendo que ele também possui mais chances de desferir golpes críticos (que causam mais dano).
Comandos: especialista em armamentos, explosivos e outras tecnologias, como por exemplo, uma aranha mecânica utilizada para explorar novas áreas.
Bio-engenheiros: são os curandeiros da tropa, utilizando nanotecnologia, os personagens desta classe podem curar ou causar dano. Em Too Human a “mana” dá lugar ao nanofuel (nanocombustível) e quanto mais inimigos você destruir, maior será sua quantidade de nanofuel, que habilitará o uso diferentes poderes e aumentará sua capacidade de cura.
Berserker: inspirados nos lendários guerreiros nórdicos, que no calor da batalha entravam em um transe de fúria incontrolável, são os mais indicados para o combate próximo, corpo-a-corpo.
Defensores: são os tanques, suas armaduras pesadas podem suportar grande carga de dano, sendo a unidade mais resistente de todo o jogo.
Os salões de Valhalla
Segundo Dyack, Too Human está sendo renderizado em 720 reais e não em escala. Sendo que os gráficos estão passando por quatro filtros anti-aliasing, oito filtros de luz por personagem e muitos outros recursos que irão oferecer uma apresentação incrível aos olhos dos jogadores mais exigentes.
Outro ponto interessante é o controle de câmera, na realidade o jogador não precisará controlar a câmera, deixando-o livre para concentrar-se na ação frenética dos combates. Algumas partes do jogo terão um cuidado gráfico todo especial, sendo que mais parecerão cenas de animação, mas totalmente interativas.
Ao final da apresentação na GDC ’08, Dyack re-interou que o título terá uma versão demonstrativa disponibilizada pela Xbox Live Marketplace, entretanto foi reticente quanto à data de lançamento desta versão demo.
Além de comentar sobre a versão demo de Too Human, o presidente da Silicon Knights confirmou que o jogo terá suporte para partidas multiplayer cooperativas, mas não adentrou muito no assunto, apenas comentando a possibilidade de jogar todos os níveis em um formato cooperativo.
Somando cerca de nove anos em sua produção, Too Human, já consumiu muito tempo e dinheiro, o que gerou uma expectativa muito grande para o seu lançamento. E mesmos trazendo influências obvias de jogos como Devil May Cry, God of War, World of Warcraft e Diablo, o título promete ser algo totalmente novo aos olhos dos jogadores de todo o mundo.
Agora resta apenas esperar e conferir se todo o tempo e dinheiro investido no título valeram a pena.